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terça-feira, 12 de junho de 2012

Playlist de Dia dos Namorados

Este post vai sugerir uma lista de canções de rock para você curtir junto com seu(ua) namorado(a)/amante/marido/esposa ou similar. O rock sempre deu as melhores e mais famosas baladas da história da música mesmo!! Lembrando que não necessariamente a balada terá letras românticas. Esta é uma premissa importante para não melar muito este post!! Vamos então à lista:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O fim do mundo está próximo!

Não se assustem, não farei previsões de eventos climáticos que dizimarão a população da Terra. Nem buzinarei no seu ouvido a respeito do meio-ambiente e coisa e tal, buraco na camada de ozônio, nada disso. Vou falar de um futuro certo e nada animador: todos os nossos heróis musicais estão em idade avançada (bem avançada) e em breve - coisa de 10, 20 anos - a grande maioria deles, infelizmente, estará nos deixando! É ou não o fim do mundo??

sexta-feira, 13 de maio de 2011

1981 - Nova onda no heavy metal, Clássicos do rock e muito mais

Este post continua o trabalho de relembrar o que acontecia há décadas atrás, começado pelo post de 1971 (leia aqui). Agora, falaremos sobre o ano de 1981, um ano que também trouxe inúmeros clássicos musicais. Bandas iniciavam caminhadas fantásticas, outras recuperavam seu prestígio. Artistas iniciavam carreiras solo e bandas consagradas continuavam sua carreira com novos integrantes. Estilos musicais surgiram neste fatídico ano, e este post vai tentar relembrar tudo isso.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Nostalgia - Como era bom pegar discos emprestados e gravar fitas K7!

Nostalgia total agora. Como tô de molho me recuperando de uma cirurgia, fiquei pensando e me lembrando dos tempos de antigamente. Tempos sem Internet pra baixar os novos lançamentos; sem Youtube para escutar (e ver) bandas diferentes. E sem uma rádio rock (pelo menos aqui no Rio de Janeiro, durante bom tempo...) que nos trouxesse novidades.

Ora, os novos devem estar pensando: como nós, neandertais roqueiros, fazíamos para escutar novidades? Como escutávamos o que gostávamos? Os mais ricos (filhinhos de papai...) podiam até comprar todos os discos que queriam, mas os normais, os que eram adolescentes, os que tinham grana curta, estes não. Estes se concentravam em comprar apenas os discos de suas bandas favoritas. E poucas bandas favoritas: como a grana era muito curta (e os discos muito caros), éramos obrigados a ter umas três bandas favoritas no máximo.

Mas tem um problema: roqueiro é curioso, é investigador. Tem que conhecer mais bandas, escutar mais sons. É a essência básica de quem curte rock and roll. Hoje em dia é mole ser roqueiro, com tanto blog, podcast, torrent de música, vai no Youtube e vê trechos dos shows mais recentes de sua banda favorita. Lá atrás, começo dos anos 80, nada disso existia. Ou esperava algo surgir no rádio (a Fluminense FM fez bem seu papel aqui, para nós roqueiros cariocas) ou então recorria a um amigo. Roqueiro decente tinha que andar em bando, todo de preto, mal vestido, pra assustar mesmo. E era desse bando de amigos maltrapilhos, de amigos de escola, de amigos de onde quer que fossem, que surgiam nossas fontes para buscar nova informação musical. Era o famoso boca a boca. Era como as bandas começavam o seu sucesso - se o disco lançado tinha qualidade, ele corria de mão em mão, de repente todos queriam comprá-lo, e se transformava em um tremendo sucesso.

Quem leu o primeiro post deste blog (leia aqui) sabe que sou um colecionador: comecei cedo, e nunca mais parei. Mesmo com a grana curta, eu ia juntando o pouco que tinha para comprar os meus discos favoritos. E o colecionador roqueiro tem a curiosidade investigativa ampliada muitas vezes. Com grana curta, como fazer? Ora, para isso existiam as fitas K7. Fitas virgens prontas para gravar a música do seu artista favorito, vendidas a preços módicos para qualquer um (não lembra um pouco o CD virgem??). Você gravava o que queria nas fitas: programas de rádio, aquele disco favorito, uma seleção montada por você. Que tecnologia!! Pronto, agora você não precisava comprar todos os lançamentos, se concentrava apenas nas suas bandas favoritas e o restante você gravava nas fitas K7. 

Uma típica fita K7 dos anos 80

E essas fitas K7 rodavam por todos os amigos, para que todos conhecessem as bandas e seus discos. Claro. O roqueiro é evangelizador. Precisa angariar adeptos para nossa causa. Trazê-los para o lado negro da força. Todo roqueiro mais experiente já passou por isso: chega aquele moleque novinho, chatinho, te vê com uma camisa de banda mais famosa, e chega perguntando o óbvio: "Você curte a banda X?". Você respira fundo, responde a algumas obviedades e começa o processo de evangelização: "Bon Jovi?? Muito fofo. Eu só curto rock muito pesado. Já escutou Slayer?" (nesta conversa, você pode substituir as bandas e os adjetivos. Exemplo: substitua Bon Jovi por Restart, Slayer por Ratos de Porão. Ou, fofo por comercial, e pesado por alternativo). Ora, o moleque vai ficar atordoado com essa afirmação. Das duas uma: ou ele vai te pedir algo emprestado para ouvir, ou vai correr atrás.

E as performances ao vivo? Digo em vídeo. Os vídeos eram ainda mais raros por aqui, e esses mereciam autênticas sessões de cinema - um favorecido comprava o vídeo e chamava para a sessão, ou levava o vídeo para ser assistido na casa de alguém. Os mais antigos lembrarão de vídeos clássicos e onde os viram pela primeira vez: AC/DC - Let There Be Rock ("Deixa o Rock Rolar" por aqui), Led Zeppelin - The Song Remains The Same ("Rock é Rock Mesmo" por aqui). Estes ainda passaram em alguns cinemas. E os outros? Somente em sessões privadas. Na casa de algum amigo...

Algumas lojas especializadas aproveitavam a situação na época e do seu acesso a diversos títulos. Eles tinham um catálogo e copiavam tanto um disco quanto uma fita de vídeo por um preço salgado mas abaixo do original. Hoje você vai no camelódromo e compra toda a discografia de uma banda em um único CD de MP3. Melhor ainda, você baixa da Internet tudo isso. Mas ir na loja também tinha seu glamour: nunca se ia sozinho, tinha que ir com amigos, de preferência para fazer mais amigos. Os donos das lojas aqui do Rio são conhecidos dos roqueiros, porque sempre foram poucas lojas...

Toda essa nostalgia me relembra uma época especial, onde foram cultivadas amizades maravilhosas, reforçadas pelos laços roqueiros. Com os amigos mais chegados, emprestávamos 10, 20 discos por vez um pro outro (quem não lembra dos roqueiros andando pela rua com aquela vasta coleção de vinis debaixo do braço?). Muita banda que adoro hoje acabei conhecendo assim, pegando o disco emprestado. Tempos mágicos esses. Que não voltam mais.

Hoje em dia, as amizades são virtuais, com Orkut, Facebook e tantos outros. Não se empresta mais nada, mais fácil baixar direto - você só compartilha o link. Uma pena, esse contato, essa mágica de compartilhar o gosto musical com seus amigos, ali, ao vivo, na hora, era lindo.

Uma dica para os mais novos. Não falarei para abandonar redes sociais. Mas falarei para valorizarem o contato humano. Façam amigos pela rede social, mas marquem encontros com eles, saiam para se divertir, de preferência indo a um show de uma banda de rock. Saiam para tomar uma cerveja e discutir sobre os últimos lançamentos de suas bandas favoritas. E isso vale também para os mais velhos: reencontraram seus antigos amigos nas redes sociais? Socializem então com eles, relembrem dos bons tempos, comemorem o reencontro. Afinal, o ser humano é um ser social, não um ser virtual.

Confesso que este post foi bastante atípico. Mas nos próximos, comentarei sobre o Black Country Communion, a nova banda de Glenn Hughes com Joe Bonamassa, Derek Sherinian e Jason Bonham. Comentarei também sobre o Pride & Glory, uma banda de rock sulista que Zakk Wylde formou há um tempo atrás; e comentarei sobre o Montrose, uma banda de hard rock do começo dos anos 70, que influenciou o Van Halen. Aguardem!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Motörhead - The Wörld Is Yours - Mais um grande petardo!


Vamos falar hoje sobre o último lançamento do Motörhead, que tocará para nós brasileiros em abril (São Paulo, Curitiba e Florianópolis) e setembro (Rock In Rio, dia metal) deste ano - confira nos links do blog a agenda de shows internacionais para 2011. The Wörld Is Yours, vigésimo disco da carreira da banda, é mais um petardo de primeira de Lemmy e cia, provando que a banda ainda é bem relevante e trará mais um show de qualidade para nossas terras.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Deep Purple - Come Taste The Band - Edição Comemorativa de 35 anos

 Um dos (raros) lançamentos do final do ano passado, "Come Taste The Band", único disco do Deep Purple da formação conhecida como Mk4, foi relançado em edição comemorativa de 35 anos. Isso mesmo, há pouco mais de 35 anos atrás (outubro/novembro de 1975), o Deep Purple lançava seu décimo disco de estúdio.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

2011 - Shows já Confirmados

No post anterior, comentamos sobre a avalanche de shows interessantíssimos deste ano. Agora, vamos conferir os diversos shows já confirmados para o ano de 2011. Muita coisa boa vindo por aí, preparem suas economias!!


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Jeff Beck - Mestre da Guitarra a caminho do Brasil!

Falta uma semana para o show de uma das lendas vivas da guitarra aqui no Rio de Janeiro. Ele participou dos Yardbirds, saiu, participou de supergrupos e se lançou em uma carreira solo bastante sólida. Não estamos falando de Eric Clapton nem Jimmy Page, os mais conhecidos guitarristas oriundos do Yardbirds, mas sim de Jeff Beck. Vamos conhecer um pouco mais sobre sua história (pelo menos a que eu me lembre...).

Yardbirds, incluindo Jimmy Page e Jeff Beck (os primeiros à esquerda)


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lançamentos de 2010 - Novidades que tenho escutado

Agora que passou essa excelente safra de bons shows aqui no Brasil (não esquecer que ainda temos o grande Paul McCartney em Sampa e Porto Alegre em novembro, e Jeff Beck aqui no Vivo Rio, dia 24/11), vamos parar e falar um pouco dos lançamentos de discos que aconteceram em 2010, especialmente nos últimos meses. Falarei de 7 discos lançados este ano que tem sido captados por meus ouvidos ultimamente.


sábado, 16 de outubro de 2010

Green Day no HSBC Arena - pouco rock...

Nesta última sexta, dia 15/10, foi a vez do Green Day animar os roqueiros cariocas com um (surpreendente) longo show. A banda aproveitou a fama recuperada com os últimos álbuns ("American Idiot" e "21st Century Breakdown") e conseguiu lotar a HSBC Arena (coisa que Peter Frampton ficou muito longe de fazer, infelizmente).

 Green Day no palco da HSBC Arena


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Rush na Apoteose - Como foi o show

Eu imaginava que o show do Rush, em 2002, seria insuperável. Tamanha competência, tamanha vibração do público, a banda tocando muito bem, e tudo o mais. Mas eu estava errado... Um domingo de tempo fechado, com ameaça de chuva para estragar o evento, guardava uma noite maravilhosa, inesquecível para os roqueiros cariocas que foram à Apoteose.

O Rush em ação na Apoteose - palco continha elementos remetendo ao passado


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Rush na Apoteose - está chegando...

Está chegando o grande dia. O dia em que veremos um clássico absoluto do rock ser tocado na íntegra, pelos membros originais que o compuseram e gravaram. Aproxima-se o dia de um grande show, daqueles que não se pode nem de longe pensar em perder. Sim, daqui a 12 dias, o Rush estará se apresentando novamente para nós, roqueiros cariocas. Nós mesmos, a plateia daquele maravilhoso DVD gravado aqui (não importa que o show em São Paulo estava bem mais cheio...), "Rush In Rio". Finalmente um grandioso show de rock no Rio!!


terça-feira, 16 de março de 2010

Dream Theater - Heavy Metal Progressivo de Primeira

Chegamos à letra D. Tanta coisa importante na letra d... Deep Purple, Dead Kennedys, Death, Dire Straits. Mas esta semana teremos show (finalmente um show decente no Rio!!) de uma importante banda formada no começo dos anos 90, então vamos aproveitar este post para falar sobre os meus discos deles. Estamos falando do Dream Theater, banda americana de heavy metal progressivo que vem crescendo em popularidade (que bom!) recentemente, mas eu já os conheço há algum tempo.

Apesar de ter lançado seu primeiro disco no final dos anos 80 (1989 - "When Dream And Day Unite"), eu só fui conhecê-los em 1995, quando o amigo Walber começou a falar sobre uma banda que tinha um baterista tão bom quanto Neil Peart. Entre outros boatos, este foi decisivo para eu correr atrás de seus discos. Comecei pelo "A Change Of Seasons", e já pelas covers escohidas, percebi que se tratava pelo menos de uma banda muito bem influenciada (Zeppelin, Purple, Queen, Kansas, Floyd, etc). Mas o destaque do disco era uma faixa de 23 minutos. A faixa-título tem tantas mudanças de tempo, tantas nuances, que cativa quem a escuta. Foi a deixa para me instigar a conhecer mais a fundo o trabalho da banda.

Aproveitei uma feira de venda de CDs no Riocentro (alguém lembra disso? aconteceu dois anos seguidos e depois nunca mais...) para adquirir os dois clássicos "Images And Words" e "Awake". Inicialmente preferi o segundo, mais pesado e direto. Mas, com o tempo, o primeiro se tornou um grande clássico da minha coleção, com peso, melodia, grande qualidade musical e composições excelentes.

Muita gente não gosta do "Falling Into Infinity", mas ele tem músicas excelentes, incluindo as baladas. A minha preferida é a Metallica-like "Peruvian Skies" (tanto que ao vivo eles encaixam riffs do Metallica - "Enter Sandman" e "Wherever I May Roam"). "Anna Lee" também é uma das minhas preferidas, e acabei gostando mais desta música pelo CD de natal de 1998. Aliás, este cd tem versões cover muito interessantes, destaque para "Bad", do U2, e "Goodbye Yellow Brick Road", do Elton John.

A esta altura, eu tinha perdido um show do Dream Theater no Imperator, no final de 97. Não pude perder o show do Monsters of Rock de 98, que contou com um elenco de bandas impressionante (Slayer, Megadeth, Saxon, Savatage, Glenn Hughes, Korzus, Dorsal Atlântica). O show deles foi parecido com o disco ao vivo "Once In A Livetime", só que bem mais reduzido. Foi um belo show, mas ficou um gostinho de quero mais... Vendo o show também ficou claro que o tecladista não estava no mesmo tom que o resto da banda. Batata: ele saiu e foi substituído por Jordan Rudess, que já tocava com os caras, mas em um projeto paralelo de música instrumental excelente chamado Liquid Tension Experiment. O cara encaixou redondo na banda e está até hoje. E entrou para gravar o melhor disco do Dream Theater...

"Scenes From A Memory" foi concebido inicialmente para ser uma continuação de "Metropolis" (faixa do disco "Images And Words"), mas acabou sendo muito mais. Um álbum conceitual excelente, que você escuta com prazer do início ao fim e acabou gerando uma grande turnê, disco ao vivo e o primeiro dvd da banda. Uma pena que esta turnê não passou aqui no Brasil, pois eles tocaram o disco todo na turnê. Só fomos ter este privilégio (na verdade, só os paulistas tiveram este privilégio...)  no final de 2005. Enfim, este disco transformou o Dream Theater, dentro de minha humilde opinião, em uma grandiosa banda.

Os discos seguintes foram confirmando a grandiosidade, em especial o "Train Of Thought". Neste disco, a banda flerta com um som bem mais pesado, claramente influenciado por Metallica - a primeira faixa, "As I Am", é um exemplo claro disso - mas mantendo a qualidade sonora e diversas características que sempre definiram o som deles. Este é outro disco que gosto muito do Dream Theater. O DVD "Live At Budokan" foi gravado nesta turnê e retrata um excelente show. Vendo estes shows e discos lançados, a expectativa por um show deles foi só aumentando...

A banda ainda lança mais um disco, "Octavarium" (ao ser lançado, fiquei um pouco desapontado, mas depois, ouvindo com mais calma, acabei gostando mais deste disco; claramente, é inferior ao excelente disco anterior. "Panic Attack" é o meu destaque para este disco), antes de anunciar uma turnê sulamericana. Felizmente, nesta turnê a banda nos presenteou com um grandioso show, de mais de 3 horas de duração, abrangendo sucessos e novas canções, solos, tudo que tínhamos direito. E casa cheia, afinal a banda não dava as caras desde 1998.

Mais um disco, mais uma turnê: "Systematic Chaos" é mais pesado que seu antecessor, mas continua com longas suítes, grandiosos solos, as características marcantes da banda. Deste disco eu gosto especialmente da faixa "The Dark Eternal Night", pesada e sombria, além da mais conhecida "Constant Motion". Felizmente, a América do Sul e o Brasil estão no itinerário e eles tocam mais uma vez aqui, fazendo um show não tão longo, mas igualmente eficiente e competente.

O novo disco, "Black Clouds & Silver Linings", continua a sequência de flertes com sons mais pesados, temos Portnoy fazendo vocais mais "guturais" em contraste aos vocais de LaBrie; temos suítes longas, beirando os 20 minutos; e temos alguns covers interessantes que foram incluídos em uma versão completa do disco; destaque para "Stargazer", do Rainbow, e "To Tame A Land", do Iron Maiden. Turnê conrfirmada novamente para o Brasil, Rio de Janeiro felizmente incluído. Sábado, 20 de março de 2010, mais um capítulo da história do Dream Theater será escrito, e nós cariocas, roqueiros, incansáveis sofredores raríssimos, teremos o prazer de participar. Todos ao Citibank Hall, o Dream Theater merece !!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Black Sabbath - Os Pais do Heavy Metal

Depois do carnaval, nada melhor do que voltar falando de uma das bandas mais importantes do rock: Black Sabbath. Junto com Led Zeppelin e Deep Purple, esta tríade sagrada definiu os caminhos musicais do rock pelo resto dos tempos. E o Sabbath foi relegado a segundo plano por muito tempo, mas agora é ponto comum de que é banda fundamental; suas temáticas, capas, shows foram marcantes para gerações.
Além desta importância, o nome Black Sabbath carrega também muita polêmica. Isto porque o grupo teve diversas incarnações, com diferentes formações. E muitos fãs só gostam de uma das formações, maldizendo as outras. Eu nunca tive esse tipo de preconceito e gosto de todas as formações, com preferências e paixão por alguns álbuns em particular.

Como praticamente todo mundo, conheci o Sabbath (há decadas atrás...) pelo seu disco mais famoso, "Paranoid". É clássico pra todo lado, o disco é muito bom mesmo. A capa é hilária e existe toda uma história lendária sobre ter sido trocada com uma capa de propaganda de sabão. Depois de ter adorado o Paranoid, fui correr atrás pra conhecer mais, claro, e acabei comprando o vinil do "Volume 4", que tava numa promoção boa naquele pessoal que vendia disco na porta do cinema de Madureira (essa é só pro pessoal da antiga!). Caramba, o Vol.4 tem uma sonoridade absurda, é clássico demais, foi escutando esse disco que meu ouvido passou a adorar aquela guitarra pesada que só o Iommi sabe fazer com perfeição. Depois, "Master Of Reality" e "Sabotage" são meus preferidos. Todo mundo fala mal dos dois últimos com o Ozzy, mas são bons. É que comparando com os outros, é covardia mesmo...

Já conhecedor do potencial do Sabbath, certa vez (muito tempo atrás...) caíram em minha mão os discos do Sabbath com Dio - "Heaven And Hell" e "Mob Rules". Primeira audição, estranhei, a sonoridade era diferente. Mais melódico, não era cru como o Vol.4. Mas em pouco tempo se tornaram discos favoritos para mim, e comecei a seguir a carreira do Dio com toda a atenção que o baixinho merece. O disco ao vivo só fui conhecer bem depois, quando meu caro amigo Paulo me apresentou, após falar bem um tempão. "Dehumanizer" e o novo do Heaven and Hell são muito bons, mas aqueles dois ficaram na memória.
Quem gosta de Sabbath e de Purple tem que pelo menos ouvir o "Born Again". Sim, é aquele filho bastardo do Sabbath, com aquela capa horrível que acabou virando clássica. O Ian Gillan cantando no Sabbath é algo marcante, adorei desde a primeira vez que escutei. E quem gosta tem que correr atrás de algum pirata ao vivo (eu tenho o "Gillan Tapes", excelente!), pois ele arrebenta cantando as antigas, o Gillan dispensa comentários, canta muito mesmo.

Outro filho bastardo do Sabbath e que gosto muito é o "Seventh Star". Era pra ser disco solo do Iommi, mas não foi. Foi um disco com uma formação muito legal: Glenn Hughes no vocal, Eric Singer na bateria (sim, o mesmo que hoje se pinta de gatinho no Kiss, quem diria...) e alguém no baixo, que não era o Geezer, não lembro agora o nome, tô sem paciência de procurar no Google. E eu vou confessar que eu adoro a lentinha do disco, "No Stranger To Love". Quem já viu o clipe sabe que a coisa é meio brega, estilão anos 80, de hair band, mas gosto muito da música, não tem jeito. Fazer o quê...

Não vou falar sobre a passagem relâmpago do Ray Gillen no Sabbath, eu até tenho o pirata com suas gravações, mas é coisa muito instável. Ray Gillen é um bom vocalista e quem quiser conhecer que corra atrás dos Badlands, muito legal (pros fãs do Kiss, lá tem o Eric Singer também).

Chegou a hora de falar do patinho feio do Sabbath: Tony Martin. O pobre coitado é odiado por tanta gente que deve sofrer. Mas não merece tanta raiva, pois gravou excelentes registros com o Sabbath. "Eternal Idol" é um deles, quando escutei adorei, tem riffs fantásticos, em especial "The Shining". "Headless Cross" e "Tyr" também são bons álbuns, e ainda contaram com o grande baterista Cozy Powell, que infelizmente já se foi. Mas meu disco preferido com Tony Martin é o "Cross Purposes". A diferença está na formação: Geezer está presente! Esse disco tem cada petardo excelente, minhas preferidas são "I Witness", "Cross Of Thorns" e "The Hand That Rocks The Cradle", pena que exista tanto preconceito contra o pobre do Martin, aí fica difícil mesmo. Disco ruim com o Martin é o "Forbidden", esse não salva mesmo. Mas foi muito estranho colocar o Earnie C pra produzir, não tem muito a ver (pra quem não conhece, Earnie C é o guitarrista do Body Count, aquela banda hardcore que o Ice-T montou).

Faltou falar de alguns ao vivo com o Ozzy que tenho: "Live At Last", que é bom mas a banda não gosta e só foi lançar pra valer mesmo quando lançou o "Past Lives", que tem o "Live At Last" mais um monte de extras (estes extras são irregulares, versões ao vivo meio capengas, já indicando a queda de performance do Ozzy). O "Reunion" é muito bom, mas fica a clara impressão que foi manipulado no estúdio pra apagar as cagadas do Ozzy. Só falo mal do Reunion agora, porque quando lançou adorei e fiquei louco com ele. Coisa de fã...
Sobre os discos das carreiras solo, vou deixar os do Ozzy e do Dio para outros posts, porque são carreiras à parte, merecem. O Iommi lançou um disco solo muito irregular, não gostei não. Do Bill Ward, não conheço nada, fico devendo mesmo. Do Geezer, eu adoro o primeiro, "Plastic Planet". A música "Drive Boy Shooting" tem uma pegada excelente e tem o Burton Bell (vocalista do Fear Factory) no vocal, arrebenta. O segundo eu comprei e acabei não gostando muito não.

Pra encerrar, os discos de tributo. São bastante irregulares, tem coisa muito boa e coisa muito estranha. Do primeiro Nativity In Black, eu gosto muito das versões do Biohazard, White Zombie e Sepultura. Do segundo, as versões de Megadeth, Slayer e Soulfly são minhas preferidas. Esses tributos são sempre muito irregulares, não tem jeito.

Viva o Black Sabbath !!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ainda A - Allman Brothers, Anthrax, Apocalyptica, Audioslave

O Allman Brothers é aquela bandaça que tinha o Duane Allman, o guitarrista que ousou ofuscar Clapton em Layla. Faleceu muito cedo e deixou poucos registros para nós. Mas seu irmão era o líder, tocou o barco e lançou um monte de CDs. E pra quem tá ligado na história mais recente da banda, ela deu origem a outra bandaça: Gov't Mule, formada por membros da banda. Eu tenho o clássico ao vivo, "Brothers And Sisters" e um outro meia boca. Todos devidamente ripados. Confesso que fui descobri-los já nos anos 90. E que prefiro o Lynyrd Skynyrd. Mas o Allman é banda muito boa, diga-se de passagem.
Passamos ao Angra, banda de heavy metal brasileira que continua fazendo sucesso com seu novo vocalista. Lamentavelmente, eu parei no André Mattos, então os CDs ripados ficaram nos primeiros: "Angel's Cry", "Holy Land", "Freedom Call" e o mais fraquinho "Fireworks". Fui a um show do Angra no saudoso Imperator, Méier, RJ. Foi um evento de bandas novas, que fechava com shows de nomes consagrados. A banda estava muito bem e nos presenteou com um cover do Iron Maiden, "Wasted Years". Bons tempos de Imperator...
Anthrax, um dos pioneiros do thrash metal. A banda já teve uns 4, 5 vocalistas, mas o Joey Belladonna continua insuperável. Among The Living e Persistence Of Time são maravilhosos. É pena que para se ter CDs do Anthrax tenhamos que recorrer às importações - vai entender essas gravadoras... (não é à toa que estão perdendo mercado). Apesar da preferência no Belladonna, o John Bush fez bonito e o show que eu vi com ele (Não Sei O Que Hall, na Barra, RJ, vazio, vazio) foi memorável.
Antes do Metallica meter os pés pelas mãos a partir da segunda metade dos anos 90, cortando cabelo, lançando disco ruim e caçando fã que baixava MP3, era super adorado, graças aos excelentes discos lançados até então, principalmente pelo mega-ultra-sucesso do disco preto. E nessa época, surgiu um grupo tocando músicas do Metallica em cellos. Quase todo fã do Metallica ficou curioso (me inclua nessa turma!) e quis escutar o resultado, que ficou muito legal. Era o primeiro CD do Apocalyptica. No segundo CD, eles variaram o repertório, incluindo, além de Metallica, Pantera, Faith No More e Sepultura. Não tinha mais aquele charme inicial mas ainda foi legal. Depois disso, perdi contato com essa banda, nem sei se ainda existe.
Pra fechar este post (e a letra A), Audioslave. É aquela banda resultado da mistura de Rage Against The Machine com Soundgarden. Criou-se muito borburinho em volta deles, enquanto não saía o primeiro CD. Quando saiu, muita gente adorou, mas alguns ficaram desapontados. Também pudera, cheguei a ouvir na época que a banda seria o novo Zeppelin. O CD é muito bom, o Cornell canta muito e a banda é ótima, mas desde o primeiro disco fica aquela impressão que eles não se completam tão bem. Isso ficou evidente no último CD deles, "Revelations". Mas eu não posso negar que fui um dos que adorou a banda desde o começo e fiquei bastante desapontado com o seu fim.
Pois é, a letra A se foi, está toda ripada em agradáveis MP3s. Que venha a importantíssima letra B. Porque tão importante? Ora, Black Sabbath...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

No começo, havia centenas de CDs...

Sou um fã de rock desde que eu me lembro por gente. Desde que o Kiss explodiu o Maracanã em 1983 com sua apresentação. E a curiosidade me levou a conhecer diversas, inúmeras bandas. As que iam surgindo e as do passado, claro, qualquer fã decente de rock precisa conhecer as bandas antigas, as bem antigas, as que começaram tudo. Até 1988, eu tive que me contentar com o (pouquíssimo) que eu escutava no rádio e de eventos auditivos e festas nas casas dos amigos. Não rolava som lá em casa (a "vitrola" tava quebrada e não tinha grana pra consertar).
Mas em 1988, após uma frustrada e curtíssima carreira militar, comecei a trabalhar e consegui comprar um toca-fitas portátil da Sony, que passou a ser meu melhor amigo. E de quebra vieram as primeiras fitas - era época de Legião Urbana e seu "Que País É Este?", minha primeira fita original comprada. Daí pra frente, minha fome de "colecionador" foi crescendo e aumentando minhas fitas, LPs de vinil e, finalmente, a partir de 1994, os prateadinhos CD's que já eram a moda e a maioria de vendas das lojas. Minha coleção de CD's começou com o essencial, o fundamental, o fantástico "Dark Side Of The Moon", do Pink Floyd, presente de amigo oculto do trabalho. Aos poucos, fui substituindo os LP's que tinha por prateadinhos com qualidade de som, sem a fritura do vinil. E adquirindo muitos outros, novos, antigos, nacionais, importados, simples, duplos, caixas, todos os tipos !
Bem, pouco mais de 15 anos depois, cá estou tentando passar a experiência de uma decisão que tomei: ripar todos os meus CD's ! A esta altura, são mais de 500 CD's, a grande maioria original (mais alguns copiados, claro...). Sim, o processo de ripar os CD's tem todo um tom de nostalgia, porque você pega um CD, vê a capa, e sua cabeça relembra mil coisas: quando e onde você comprou, porque comprou, o momento que você atravessava, etc.
Então, os próximos posts vão tentar relatar esta nostalgia vivida por este que digita estes caracteres. Ah, e não citei acima: meus CD's ficam organizados em ordem alfabética, então procurei seguir esta ordem (salvo algumas exceções). Que venha a letra A...

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