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sexta-feira, 16 de setembro de 2016
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Black Sabbath - Os Pais do Heavy Metal
Depois do carnaval, nada melhor do que voltar falando de uma das bandas mais importantes do rock: Black Sabbath. Junto com Led Zeppelin e Deep Purple, esta tríade sagrada definiu os caminhos musicais do rock pelo resto dos tempos. E o Sabbath foi relegado a segundo plano por muito tempo, mas agora é ponto comum de que é banda fundamental; suas temáticas, capas, shows foram marcantes para gerações.
Além desta importância, o nome Black Sabbath carrega também muita polêmica. Isto porque o grupo teve diversas incarnações, com diferentes formações. E muitos fãs só gostam de uma das formações, maldizendo as outras. Eu nunca tive esse tipo de preconceito e gosto de todas as formações, com preferências e paixão por alguns álbuns em particular.
Como praticamente todo mundo, conheci o Sabbath (há decadas atrás...) pelo seu disco mais famoso, "Paranoid". É clássico pra todo lado, o disco é muito bom mesmo. A capa é hilária e existe toda uma história lendária sobre ter sido trocada com uma capa de propaganda de sabão. Depois de ter adorado o Paranoid, fui correr atrás pra conhecer mais, claro, e acabei comprando o vinil do "Volume 4", que tava numa promoção boa naquele pessoal que vendia disco na porta do cinema de Madureira (essa é só pro pessoal da antiga!). Caramba, o Vol.4 tem uma sonoridade absurda, é clássico demais, foi escutando esse disco que meu ouvido passou a adorar aquela guitarra pesada que só o Iommi sabe fazer com perfeição. Depois, "Master Of Reality" e "Sabotage" são meus preferidos. Todo mundo fala mal dos dois últimos com o Ozzy, mas são bons. É que comparando com os outros, é covardia mesmo...
Já conhecedor do potencial do Sabbath, certa vez (muito tempo atrás...) caíram em minha mão os discos do Sabbath com Dio - "Heaven And Hell" e "Mob Rules". Primeira audição, estranhei, a sonoridade era diferente. Mais melódico, não era cru como o Vol.4. Mas em pouco tempo se tornaram discos favoritos para mim, e comecei a seguir a carreira do Dio com toda a atenção que o baixinho merece. O disco ao vivo só fui conhecer bem depois, quando meu caro amigo Paulo me apresentou, após falar bem um tempão. "Dehumanizer" e o novo do Heaven and Hell são muito bons, mas aqueles dois ficaram na memória.
Quem gosta de Sabbath e de Purple tem que pelo menos ouvir o "Born Again". Sim, é aquele filho bastardo do Sabbath, com aquela capa horrível que acabou virando clássica. O Ian Gillan cantando no Sabbath é algo marcante, adorei desde a primeira vez que escutei. E quem gosta tem que correr atrás de algum pirata ao vivo (eu tenho o "Gillan Tapes", excelente!), pois ele arrebenta cantando as antigas, o Gillan dispensa comentários, canta muito mesmo.
Outro filho bastardo do Sabbath e que gosto muito é o "Seventh Star". Era pra ser disco solo do Iommi, mas não foi. Foi um disco com uma formação muito legal: Glenn Hughes no vocal, Eric Singer na bateria (sim, o mesmo que hoje se pinta de gatinho no Kiss, quem diria...) e alguém no baixo, que não era o Geezer, não lembro agora o nome, tô sem paciência de procurar no Google. E eu vou confessar que eu adoro a lentinha do disco, "No Stranger To Love". Quem já viu o clipe sabe que a coisa é meio brega, estilão anos 80, de hair band, mas gosto muito da música, não tem jeito. Fazer o quê...
Não vou falar sobre a passagem relâmpago do Ray Gillen no Sabbath, eu até tenho o pirata com suas gravações, mas é coisa muito instável. Ray Gillen é um bom vocalista e quem quiser conhecer que corra atrás dos Badlands, muito legal (pros fãs do Kiss, lá tem o Eric Singer também).
Chegou a hora de falar do patinho feio do Sabbath: Tony Martin. O pobre coitado é odiado por tanta gente que deve sofrer. Mas não merece tanta raiva, pois gravou excelentes registros com o Sabbath. "Eternal Idol" é um deles, quando escutei adorei, tem riffs fantásticos, em especial "The Shining". "Headless Cross" e "Tyr" também são bons álbuns, e ainda contaram com o grande baterista Cozy Powell, que infelizmente já se foi. Mas meu disco preferido com Tony Martin é o "Cross Purposes". A diferença está na formação: Geezer está presente! Esse disco tem cada petardo excelente, minhas preferidas são "I Witness", "Cross Of Thorns" e "The Hand That Rocks The Cradle", pena que exista tanto preconceito contra o pobre do Martin, aí fica difícil mesmo. Disco ruim com o Martin é o "Forbidden", esse não salva mesmo. Mas foi muito estranho colocar o Earnie C pra produzir, não tem muito a ver (pra quem não conhece, Earnie C é o guitarrista do Body Count, aquela banda hardcore que o Ice-T montou).
Faltou falar de alguns ao vivo com o Ozzy que tenho: "Live At Last", que é bom mas a banda não gosta e só foi lançar pra valer mesmo quando lançou o "Past Lives", que tem o "Live At Last" mais um monte de extras (estes extras são irregulares, versões ao vivo meio capengas, já indicando a queda de performance do Ozzy). O "Reunion" é muito bom, mas fica a clara impressão que foi manipulado no estúdio pra apagar as cagadas do Ozzy. Só falo mal do Reunion agora, porque quando lançou adorei e fiquei louco com ele. Coisa de fã...
Sobre os discos das carreiras solo, vou deixar os do Ozzy e do Dio para outros posts, porque são carreiras à parte, merecem. O Iommi lançou um disco solo muito irregular, não gostei não. Do Bill Ward, não conheço nada, fico devendo mesmo. Do Geezer, eu adoro o primeiro, "Plastic Planet". A música "Drive Boy Shooting" tem uma pegada excelente e tem o Burton Bell (vocalista do Fear Factory) no vocal, arrebenta. O segundo eu comprei e acabei não gostando muito não.
Pra encerrar, os discos de tributo. São bastante irregulares, tem coisa muito boa e coisa muito estranha. Do primeiro Nativity In Black, eu gosto muito das versões do Biohazard, White Zombie e Sepultura. Do segundo, as versões de Megadeth, Slayer e Soulfly são minhas preferidas. Esses tributos são sempre muito irregulares, não tem jeito.
Viva o Black Sabbath !!!!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Ainda A - Allman Brothers, Anthrax, Apocalyptica, Audioslave
O Allman Brothers é aquela bandaça que tinha o Duane Allman, o guitarrista que ousou ofuscar Clapton em Layla. Faleceu muito cedo e deixou poucos registros para nós. Mas seu irmão era o líder, tocou o barco e lançou um monte de CDs. E pra quem tá ligado na história mais recente da banda, ela deu origem a outra bandaça: Gov't Mule, formada por membros da banda. Eu tenho o clássico ao vivo, "Brothers And Sisters" e um outro meia boca. Todos devidamente ripados. Confesso que fui descobri-los já nos anos 90. E que prefiro o Lynyrd Skynyrd. Mas o Allman é banda muito boa, diga-se de passagem.
Passamos ao Angra, banda de heavy metal brasileira que continua fazendo sucesso com seu novo vocalista. Lamentavelmente, eu parei no André Mattos, então os CDs ripados ficaram nos primeiros: "Angel's Cry", "Holy Land", "Freedom Call" e o mais fraquinho "Fireworks". Fui a um show do Angra no saudoso Imperator, Méier, RJ. Foi um evento de bandas novas, que fechava com shows de nomes consagrados. A banda estava muito bem e nos presenteou com um cover do Iron Maiden, "Wasted Years". Bons tempos de Imperator...
Anthrax, um dos pioneiros do thrash metal. A banda já teve uns 4, 5 vocalistas, mas o Joey Belladonna continua insuperável. Among The Living e Persistence Of Time são maravilhosos. É pena que para se ter CDs do Anthrax tenhamos que recorrer às importações - vai entender essas gravadoras... (não é à toa que estão perdendo mercado). Apesar da preferência no Belladonna, o John Bush fez bonito e o show que eu vi com ele (Não Sei O Que Hall, na Barra, RJ, vazio, vazio) foi memorável.
Antes do Metallica meter os pés pelas mãos a partir da segunda metade dos anos 90, cortando cabelo, lançando disco ruim e caçando fã que baixava MP3, era super adorado, graças aos excelentes discos lançados até então, principalmente pelo mega-ultra-sucesso do disco preto. E nessa época, surgiu um grupo tocando músicas do Metallica em cellos. Quase todo fã do Metallica ficou curioso (me inclua nessa turma!) e quis escutar o resultado, que ficou muito legal. Era o primeiro CD do Apocalyptica. No segundo CD, eles variaram o repertório, incluindo, além de Metallica, Pantera, Faith No More e Sepultura. Não tinha mais aquele charme inicial mas ainda foi legal. Depois disso, perdi contato com essa banda, nem sei se ainda existe.
Pra fechar este post (e a letra A), Audioslave. É aquela banda resultado da mistura de Rage Against The Machine com Soundgarden. Criou-se muito borburinho em volta deles, enquanto não saía o primeiro CD. Quando saiu, muita gente adorou, mas alguns ficaram desapontados. Também pudera, cheguei a ouvir na época que a banda seria o novo Zeppelin. O CD é muito bom, o Cornell canta muito e a banda é ótima, mas desde o primeiro disco fica aquela impressão que eles não se completam tão bem. Isso ficou evidente no último CD deles, "Revelations". Mas eu não posso negar que fui um dos que adorou a banda desde o começo e fiquei bastante desapontado com o seu fim.
Pois é, a letra A se foi, está toda ripada em agradáveis MP3s. Que venha a importantíssima letra B. Porque tão importante? Ora, Black Sabbath...
Passamos ao Angra, banda de heavy metal brasileira que continua fazendo sucesso com seu novo vocalista. Lamentavelmente, eu parei no André Mattos, então os CDs ripados ficaram nos primeiros: "Angel's Cry", "Holy Land", "Freedom Call" e o mais fraquinho "Fireworks". Fui a um show do Angra no saudoso Imperator, Méier, RJ. Foi um evento de bandas novas, que fechava com shows de nomes consagrados. A banda estava muito bem e nos presenteou com um cover do Iron Maiden, "Wasted Years". Bons tempos de Imperator...
Anthrax, um dos pioneiros do thrash metal. A banda já teve uns 4, 5 vocalistas, mas o Joey Belladonna continua insuperável. Among The Living e Persistence Of Time são maravilhosos. É pena que para se ter CDs do Anthrax tenhamos que recorrer às importações - vai entender essas gravadoras... (não é à toa que estão perdendo mercado). Apesar da preferência no Belladonna, o John Bush fez bonito e o show que eu vi com ele (Não Sei O Que Hall, na Barra, RJ, vazio, vazio) foi memorável.
Antes do Metallica meter os pés pelas mãos a partir da segunda metade dos anos 90, cortando cabelo, lançando disco ruim e caçando fã que baixava MP3, era super adorado, graças aos excelentes discos lançados até então, principalmente pelo mega-ultra-sucesso do disco preto. E nessa época, surgiu um grupo tocando músicas do Metallica em cellos. Quase todo fã do Metallica ficou curioso (me inclua nessa turma!) e quis escutar o resultado, que ficou muito legal. Era o primeiro CD do Apocalyptica. No segundo CD, eles variaram o repertório, incluindo, além de Metallica, Pantera, Faith No More e Sepultura. Não tinha mais aquele charme inicial mas ainda foi legal. Depois disso, perdi contato com essa banda, nem sei se ainda existe.
Pra fechar este post (e a letra A), Audioslave. É aquela banda resultado da mistura de Rage Against The Machine com Soundgarden. Criou-se muito borburinho em volta deles, enquanto não saía o primeiro CD. Quando saiu, muita gente adorou, mas alguns ficaram desapontados. Também pudera, cheguei a ouvir na época que a banda seria o novo Zeppelin. O CD é muito bom, o Cornell canta muito e a banda é ótima, mas desde o primeiro disco fica aquela impressão que eles não se completam tão bem. Isso ficou evidente no último CD deles, "Revelations". Mas eu não posso negar que fui um dos que adorou a banda desde o começo e fiquei bastante desapontado com o seu fim.
Pois é, a letra A se foi, está toda ripada em agradáveis MP3s. Que venha a importantíssima letra B. Porque tão importante? Ora, Black Sabbath...
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