Quem é antigo escutando rock e é familiar com as origens do estilo, conhece o termo "Santíssima Trindade do Rock". Este termo se refere a três bandas que surgiram no final dos anos 60/começo dos anos 70, e tiveram um papel fundamental na música que seria feita dali pra frente. Praticamente toda a banda atual (banda decente, claro...) revela a influência de pelo menos uma destas bandas, isso quando não se declara influenciada pelas três. Estamos falando de Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin. Não foram citadas aqui em ordem de grandeza, importância ou qualquer outro quesito. Apenas em ordem alfabética. Importante citar isto, pois os fãs mais xiitas destas bandas costumam defendê-las com unhas, dentes, facas, granadas e demais armas disponíveis. Eu me declaro fã incondicional das três bandas. Adoro muito as três, já tive preferências por uma (não declararei qual, claro...) e reconheço qualidades e defeitos nelas. Já falei (principalmente) das qualidades e dos defeitos do Black Sabbath há alguns posts atrás, agora chega a vez do Deep Purple.
Meus primeiros contatos com o Purple foram escutando os principais clássicos na saudosa Fluminense FM. Mas o que realmente me cativou e me fez adorar a banda foi ver o clipe de "Highway Star". Aquele clipe tosco e mal gravado guarda toda uma magia: Ritchie Blackmore usando chapéu de bruxo, John Lord balançando seu teclado pra lá e pra cá e Ian Gillan liberando toda a potência de sua garganta de ouro foram determinantes para me conquistar. Após estas palavras, deu pra perceber meus componentes preferidos, aqueles que definem o som da banda. Um som inconfundível, maravilhoso, que marcou minha juventude. Deu pra perceber também minha formação preferida da banda: a Mk2. Mk2? Que porra é essa? Simples, segunda formação da banda. A primeira, que lançou 3 discos no final dos anos 60, tinha outro baixista e outro vocalista. Viria a conhecer os discos desta formação posteriormente. Antes, conheci a Mk3, que me revelou mais dois grandes talentos: David Coverdale e Glenn Hughes - este último também um componente preferido por este escriba que tece estas toscas palavras.
Em termos de discos, o primeiro que ouvi foi o ao vivo "Nobody's Perfect", com os clássicos em belas versões, mas gravado já nos anos 80. Claro que adorei e, como bom curioso colecionador, parti para os discos clássicos da Mk2: "In Rock", meu preferido, um dos melhores discos de todos os tempos, aquele disco que marcou a vida de quase todo o roqueiro dos anos 70/80/90. "Machine Head" é outro disco maravilhoso, praticamente composto apenas de clássicos. "Fireball" é outro petardo sensacional e "Wo Do We Think We Are" fecha com composições inspiradas mas a banda já estava em tensão. Não nos lamentemos, pois veio a Mk3, que soltou dois discaços: "Burn" e "Stormbringer", adoro muito ambos. Mais tensão, veio a Mk4 e o "Come Taste The Band", um bom disco que acabou sendo marcado por ser o último antes de um hiato de oito anos.
Oito anos de Rainbow para Blackmore (alguns anos de Rainbow para Roger Glover também...), carreira solo para Ian Gillan, alguns anos de Whitesnake para Ian Paice e John Lord e eles se cansaram. Ou faltou dinheiro, tanto faz, eles voltam a gravar e excursionar juntos, gravando o bom disco "Perfect Strangers". A faixa-título é maravilhosa e vale excelentes momentos nos shows. Mais um disco mediano gravado ("The House Of Blue Light") e mais tensão (como eles gostam de brigar!!): sai Gillan, entra Joe Lynn Turner. Quem ?? Lógico, ex-vocalista do Rainbow justo na época em que Roger Glover esteve na banda. "Slaves And Masters" é um disco mediano que qualquer fã do Purple tem o direito de estranhar. Eu falei alguns parágrafos acima que Gillan, Blackmore e Lord definem o som da banda. Quando um sai, o bicho pega. Durante o Mk3, foi preciso dois vocalistas para cobrir o monstro Gillan. O Turner até que é bom vocalista, mas soou estranho no Purple. Não deu certo. Uma pena que foi esta a formação que veio pela primeira vez ao Brasil, em 1991. Acabei não indo (tava sem grana também, claro). Mais uma vez o Gillan voltou, soltaram mais um disco mediano ("The Battle Rages On") e dessa vez a briga é feia. Quem sai é o Blackmore. O que eu falei? Saiu um dos que definem o som da banda! Nunca é possível substituir o Blackmore a altura. Pra turnê, chamaram o Satriani. Chegaram a excursionar e tudo. Ah, mas o Satriani tinha compromisso com a gravadora. Que merda! Satriani é um de meus guitarristas preferidos e caía bem no Purple. Mas não pôde... Chamaram então o Steve Morse. E com esta formação, que deve ser considerada o quê? Mk6? Esta formação lançou um bom disco ("Purpendicular") e também veio ao Brasil e dessa vez tive o prazer de vê-los. Um show maravilhoso, cobrindo os clássicos e mostrando excelente performance dos músicos. Morse se provou um bom substituto e também fez uma ótima performance.
Depois de mais um disco de estúdio ("Abandon") e mais uma turnê no Brasil, disco com orquestra e mais turnê, saiu o John Lord. Epa !! Com esta saída, são dois dos que definem o som da banda fora. Fiquei descrente, deixei inclusive de ir a show deles que rolou. Acabei indo no show de 2008, gostei do show, o Don Airey, seu substituto, fez um bom trabalho (tem bom currículo - já passou por Rainbow, Ozzy e já gravou com Sabbath e Priest), mas ficou faltando a figura mística de John Lord.
O Deep Purple hoje em dia não tem mais importância, apenas excursionar e matar a saudade de nós, jovens velhinhos que os adoram. Mas o legado deixado por esta banda garante muitas horas de excelente música, nos deixou excelentes músicos e também muitas memórias. Viva o Purple !!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Letra D - Dead Kennedys, Death, Deftones, Dire Straits, Dio, Downset, D.R.I., Dr. Sin
Depois do post exclusivo do Dream Theater, comemorando o show vindouro, vou soltar mais dois posts sobre a letra d. Este, falando do restante das bandas, e um exclusivo do Deep Purple, banda simplesmente fundamental para a história do rock, parte da santíssima trindade de bandas dos anos 70 (Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath).
Vamos começar com os Dead Kennedys, banda polêmica de punk dos EUA. Porque polêmica? Basta perceber os nomes das músicas do primeiro disco: Mate os Pobres, Férias no Camboja, Vamos Linchar o Dono da Casa, etc. Com uma espécie de sarcasmo ácido nas letras e um som único, rápido, direto e eficiente, os Dead Kennedys fizeram de tudo para não fazer sucesso. Quando o single "California Uber Alles" começou a decolar, eles foram chamados para um evento, pra tocar o novo hit. Até começaram a tocar ela, mas Jello Biafra parou a música logo no começo, e a banda começou a tocar uma música com uma letra doida e super provocativa, contra a indústria da música. Depois foi a polêmica com a capa do "Frankenchrist"... Ihhhh, acho que os Dead Kennedys também merecem um post próprio... Bom, meu primeiro contato com a banda foi na casa de um amigo meu, que tinha o primeiro disco deles numa versão em vinil branco. Foi uma loucura, aquele som era demais, me empolguei mesmo quando escutei. Quando a era do CD veio, fui comprando os discos deles aos poucos, importado claro, o único lançamento nacional deles é uma coletânea com restos de estúdio ("Give Me Convenience Or Give Me Death" - tem a tal versão ao vivo daquela música que citei acima). Quem curte punk precisa conhecer os Dead Kennedys, esqueçam o lixo emo e vão escutar algo decente...
Mantendo o pé no punk/hardcore, tem o D.R.I., outra banda fundamental. Uma das primeiras bandas a fazer crossover, que é aquela mistura de hardcore com thrash. Minha maior lembrança do D.R.I. foi o show sensacional no Garage. Atrasou um monte, tava cheio demais, mas foi uma aula de hardcore, os caras lavaram a alma de todos. Em termos de discos, eu gosto muito do "Crossover", "Thrash Zone" e do "Full Speed Ahead", este último com o pé fincado no thrash.
O Downset é uma banda dos anos 90 que já acabou (infelizmente), mas era ótima. Descoberta do meu grande amigo Paulo Roberto, eles fazem um som ótimo, pesado e rápido, letras de protesto. O segundo disco ("Do We Speak A Dead Language?") é um desbunde, começa logo com o discurso do Martin Luther King para entrar num musicão chamado "Empower", quem não conhece e curte hardcore com influências de hip hop vai gostar, com certeza.
Deftones, banda que rivaliza com o Korn como melhor de alterna-metal, ou nu metal, ou seja lá o que queiram chamar. O primeiro disco ("Adrenaline") é excelente, o segundo é melhor ainda, especialmente a música com a participação do Max Cavalera, "Headup". O terceiro disco ("White Pony") tem bons momentos, mas já cai na qualidade. Os mais recentes já não conheço tão bem. Quando lançaram o "White Pony" fizeram o favor de tocar no Rock In Rio e salvar o último dia de shows, foi uma hora de peso e presença marcante, showzaço!
O death metal tem como seu maior expoente uma banda chamada Death. Original, não? Mas o Death foi a banda que começou o estilo, e seu falecido mentor, Chuck Schuldiner, era um gênio musical que foi evoluindo o som da banda a tal ponto que os últimos discos do Death são obras primas. Duvida? Então escute "Individual Thought Patterns", "Symbolic" e "The Sound Of Perseverance" e você verá! Eu descobri o Death por acaso. Queria discos de bandas de death metal, tava querendo conhecer mais o estilo, e vi o "Symbolic" pra vender, tava lançando ele, em 95. Depois que escutei, fiquei apaixonado, fiz mais uns 4 amigos se apaixonarem também, e fui escutar os outros discos, principalmente estes citados, que são muito bons. Pena que o maldito câncer levou esse gênio embora. Chuck faz muita falta...
Vamos falar rapidamente do representante nacional, o Dr.Sin. Eu conheci o Dr.Sin quando eles tocaram no Hollywood Rock, e mandaram um belo show, empolgando a plateia roqueira que aguardava o show do Nirvana. Depois foram construindo uma excelente reputação, abrindo pro Satriani e lançando discos muito bons. Meu preferido é o "Brutal", com mais peso e uma técnica impressionante. E a música "Futebol, Mulher e Rock And Roll" é bem legal, principalmente a participação do Silvio Luis. Esta música é do disco "Insinity", bem legal também.
Dire Straits todo mundo conhece, é a banda de "Sultans Of Swing", ou "Soltando o Suíno", pros que quiserem "abrasileirar"... Falando rapidamente, banda muito legal, é aquele rock oitentista de qualidade, tipo The Smiths, U2, Simple Minds, etc, só que com um guitarrista sensacional, com um som mais folk no começo e mais pop no fim, mas sempre com muita qualidade. Eu recomendo o "Alchemy", com versões ao vivo fantásticas, inclusive do maior hit.
Pra fechar o post, vamos falar de meu vocalista preferido: Ronnie James Dio. Já falamos um pouco dele no post do Black Sabbath, então aqui falaremos sobre sua carreira solo, iniciada logo após a confusão na mixagem do "Live Evil", que fez ele sair do Sabbath. O cara canta muito, tem um lirismo fantástico em suas músicas, com aquelas letras estilo "Senhor dos Aneis". Começou a carreira solo com um discaço, "Holy Diver". Quando eu escutei o Dio pela primeira vez, confesso que não gostei muito, era "Rainbow In The Dark", já tinha ouvido falar do Dio, com uma tremenda fama, mas fiquei meio desapontado. Depois, fui acabar escutando os trabalhos dele no Sabbath e no Rainbow e adorei, o que me reanimou a escutar a carreira solo dele. E este primeiro disco é histórico, heavy metal de primeira, bons tempos de Vivian Campbell e Jimmy Bain na banda. O segundo disco ("The Last In Line") é também muito bom, o terceiro ("Sacred Heart") é que eu acho que acaba caindo de qualidade, acho que nesse o Campbell já queria sair (e saiu pra ir pra uma banda meia boca, Def Leppard). O próximo disco ("Dream Evil") conta com o Craig Goldy como guitarrista, muito bom, gosto bastante deste disco, especialmente a música "Sunset Superman" e "Night People". O Dio lança mais um disco (que, confesso, nunca ouvi) e dá uma pausa na carreira solo, porque ele volta ao Sabbath, para lançar o "Dehumanizer". Nova briga, nova saída da banda, recontinua a carreira solo. Nesta fase, gosto muito do disco "Strange Highways", pesadíssimo, e o ao vivo "Inferno: Last In Live", que dá uma passada em toda a carreira dele. O Craig Goldy volta pra banda e eles lançam outro discão, "Magica". Os shows do Dio no Rio, na turnê do disco ao vivo e na turnê do "Magica", são fantásticos, maravilhosos. Que o baixinho se recupere do câncer que lhe atingiu e volte a nos brindar com excelentes músicas e shows, sua marca registrada !!
Vamos começar com os Dead Kennedys, banda polêmica de punk dos EUA. Porque polêmica? Basta perceber os nomes das músicas do primeiro disco: Mate os Pobres, Férias no Camboja, Vamos Linchar o Dono da Casa, etc. Com uma espécie de sarcasmo ácido nas letras e um som único, rápido, direto e eficiente, os Dead Kennedys fizeram de tudo para não fazer sucesso. Quando o single "California Uber Alles" começou a decolar, eles foram chamados para um evento, pra tocar o novo hit. Até começaram a tocar ela, mas Jello Biafra parou a música logo no começo, e a banda começou a tocar uma música com uma letra doida e super provocativa, contra a indústria da música. Depois foi a polêmica com a capa do "Frankenchrist"... Ihhhh, acho que os Dead Kennedys também merecem um post próprio... Bom, meu primeiro contato com a banda foi na casa de um amigo meu, que tinha o primeiro disco deles numa versão em vinil branco. Foi uma loucura, aquele som era demais, me empolguei mesmo quando escutei. Quando a era do CD veio, fui comprando os discos deles aos poucos, importado claro, o único lançamento nacional deles é uma coletânea com restos de estúdio ("Give Me Convenience Or Give Me Death" - tem a tal versão ao vivo daquela música que citei acima). Quem curte punk precisa conhecer os Dead Kennedys, esqueçam o lixo emo e vão escutar algo decente...
Mantendo o pé no punk/hardcore, tem o D.R.I., outra banda fundamental. Uma das primeiras bandas a fazer crossover, que é aquela mistura de hardcore com thrash. Minha maior lembrança do D.R.I. foi o show sensacional no Garage. Atrasou um monte, tava cheio demais, mas foi uma aula de hardcore, os caras lavaram a alma de todos. Em termos de discos, eu gosto muito do "Crossover", "Thrash Zone" e do "Full Speed Ahead", este último com o pé fincado no thrash.
O Downset é uma banda dos anos 90 que já acabou (infelizmente), mas era ótima. Descoberta do meu grande amigo Paulo Roberto, eles fazem um som ótimo, pesado e rápido, letras de protesto. O segundo disco ("Do We Speak A Dead Language?") é um desbunde, começa logo com o discurso do Martin Luther King para entrar num musicão chamado "Empower", quem não conhece e curte hardcore com influências de hip hop vai gostar, com certeza.
Deftones, banda que rivaliza com o Korn como melhor de alterna-metal, ou nu metal, ou seja lá o que queiram chamar. O primeiro disco ("Adrenaline") é excelente, o segundo é melhor ainda, especialmente a música com a participação do Max Cavalera, "Headup". O terceiro disco ("White Pony") tem bons momentos, mas já cai na qualidade. Os mais recentes já não conheço tão bem. Quando lançaram o "White Pony" fizeram o favor de tocar no Rock In Rio e salvar o último dia de shows, foi uma hora de peso e presença marcante, showzaço!
O death metal tem como seu maior expoente uma banda chamada Death. Original, não? Mas o Death foi a banda que começou o estilo, e seu falecido mentor, Chuck Schuldiner, era um gênio musical que foi evoluindo o som da banda a tal ponto que os últimos discos do Death são obras primas. Duvida? Então escute "Individual Thought Patterns", "Symbolic" e "The Sound Of Perseverance" e você verá! Eu descobri o Death por acaso. Queria discos de bandas de death metal, tava querendo conhecer mais o estilo, e vi o "Symbolic" pra vender, tava lançando ele, em 95. Depois que escutei, fiquei apaixonado, fiz mais uns 4 amigos se apaixonarem também, e fui escutar os outros discos, principalmente estes citados, que são muito bons. Pena que o maldito câncer levou esse gênio embora. Chuck faz muita falta...
Vamos falar rapidamente do representante nacional, o Dr.Sin. Eu conheci o Dr.Sin quando eles tocaram no Hollywood Rock, e mandaram um belo show, empolgando a plateia roqueira que aguardava o show do Nirvana. Depois foram construindo uma excelente reputação, abrindo pro Satriani e lançando discos muito bons. Meu preferido é o "Brutal", com mais peso e uma técnica impressionante. E a música "Futebol, Mulher e Rock And Roll" é bem legal, principalmente a participação do Silvio Luis. Esta música é do disco "Insinity", bem legal também.
Dire Straits todo mundo conhece, é a banda de "Sultans Of Swing", ou "Soltando o Suíno", pros que quiserem "abrasileirar"... Falando rapidamente, banda muito legal, é aquele rock oitentista de qualidade, tipo The Smiths, U2, Simple Minds, etc, só que com um guitarrista sensacional, com um som mais folk no começo e mais pop no fim, mas sempre com muita qualidade. Eu recomendo o "Alchemy", com versões ao vivo fantásticas, inclusive do maior hit.
Pra fechar o post, vamos falar de meu vocalista preferido: Ronnie James Dio. Já falamos um pouco dele no post do Black Sabbath, então aqui falaremos sobre sua carreira solo, iniciada logo após a confusão na mixagem do "Live Evil", que fez ele sair do Sabbath. O cara canta muito, tem um lirismo fantástico em suas músicas, com aquelas letras estilo "Senhor dos Aneis". Começou a carreira solo com um discaço, "Holy Diver". Quando eu escutei o Dio pela primeira vez, confesso que não gostei muito, era "Rainbow In The Dark", já tinha ouvido falar do Dio, com uma tremenda fama, mas fiquei meio desapontado. Depois, fui acabar escutando os trabalhos dele no Sabbath e no Rainbow e adorei, o que me reanimou a escutar a carreira solo dele. E este primeiro disco é histórico, heavy metal de primeira, bons tempos de Vivian Campbell e Jimmy Bain na banda. O segundo disco ("The Last In Line") é também muito bom, o terceiro ("Sacred Heart") é que eu acho que acaba caindo de qualidade, acho que nesse o Campbell já queria sair (e saiu pra ir pra uma banda meia boca, Def Leppard). O próximo disco ("Dream Evil") conta com o Craig Goldy como guitarrista, muito bom, gosto bastante deste disco, especialmente a música "Sunset Superman" e "Night People". O Dio lança mais um disco (que, confesso, nunca ouvi) e dá uma pausa na carreira solo, porque ele volta ao Sabbath, para lançar o "Dehumanizer". Nova briga, nova saída da banda, recontinua a carreira solo. Nesta fase, gosto muito do disco "Strange Highways", pesadíssimo, e o ao vivo "Inferno: Last In Live", que dá uma passada em toda a carreira dele. O Craig Goldy volta pra banda e eles lançam outro discão, "Magica". Os shows do Dio no Rio, na turnê do disco ao vivo e na turnê do "Magica", são fantásticos, maravilhosos. Que o baixinho se recupere do câncer que lhe atingiu e volte a nos brindar com excelentes músicas e shows, sua marca registrada !!
terça-feira, 16 de março de 2010
Dream Theater - Heavy Metal Progressivo de Primeira
Chegamos à letra D. Tanta coisa importante na letra d... Deep Purple, Dead Kennedys, Death, Dire Straits. Mas esta semana teremos show (finalmente um show decente no Rio!!) de uma importante banda formada no começo dos anos 90, então vamos aproveitar este post para falar sobre os meus discos deles. Estamos falando do Dream Theater, banda americana de heavy metal progressivo que vem crescendo em popularidade (que bom!) recentemente, mas eu já os conheço há algum tempo.
Apesar de ter lançado seu primeiro disco no final dos anos 80 (1989 - "When Dream And Day Unite"), eu só fui conhecê-los em 1995, quando o amigo Walber começou a falar sobre uma banda que tinha um baterista tão bom quanto Neil Peart. Entre outros boatos, este foi decisivo para eu correr atrás de seus discos. Comecei pelo "A Change Of Seasons", e já pelas covers escohidas, percebi que se tratava pelo menos de uma banda muito bem influenciada (Zeppelin, Purple, Queen, Kansas, Floyd, etc). Mas o destaque do disco era uma faixa de 23 minutos. A faixa-título tem tantas mudanças de tempo, tantas nuances, que cativa quem a escuta. Foi a deixa para me instigar a conhecer mais a fundo o trabalho da banda.
Aproveitei uma feira de venda de CDs no Riocentro (alguém lembra disso? aconteceu dois anos seguidos e depois nunca mais...) para adquirir os dois clássicos "Images And Words" e "Awake". Inicialmente preferi o segundo, mais pesado e direto. Mas, com o tempo, o primeiro se tornou um grande clássico da minha coleção, com peso, melodia, grande qualidade musical e composições excelentes.
Muita gente não gosta do "Falling Into Infinity", mas ele tem músicas excelentes, incluindo as baladas. A minha preferida é a Metallica-like "Peruvian Skies" (tanto que ao vivo eles encaixam riffs do Metallica - "Enter Sandman" e "Wherever I May Roam"). "Anna Lee" também é uma das minhas preferidas, e acabei gostando mais desta música pelo CD de natal de 1998. Aliás, este cd tem versões cover muito interessantes, destaque para "Bad", do U2, e "Goodbye Yellow Brick Road", do Elton John.
A esta altura, eu tinha perdido um show do Dream Theater no Imperator, no final de 97. Não pude perder o show do Monsters of Rock de 98, que contou com um elenco de bandas impressionante (Slayer, Megadeth, Saxon, Savatage, Glenn Hughes, Korzus, Dorsal Atlântica). O show deles foi parecido com o disco ao vivo "Once In A Livetime", só que bem mais reduzido. Foi um belo show, mas ficou um gostinho de quero mais... Vendo o show também ficou claro que o tecladista não estava no mesmo tom que o resto da banda. Batata: ele saiu e foi substituído por Jordan Rudess, que já tocava com os caras, mas em um projeto paralelo de música instrumental excelente chamado Liquid Tension Experiment. O cara encaixou redondo na banda e está até hoje. E entrou para gravar o melhor disco do Dream Theater...
"Scenes From A Memory" foi concebido inicialmente para ser uma continuação de "Metropolis" (faixa do disco "Images And Words"), mas acabou sendo muito mais. Um álbum conceitual excelente, que você escuta com prazer do início ao fim e acabou gerando uma grande turnê, disco ao vivo e o primeiro dvd da banda. Uma pena que esta turnê não passou aqui no Brasil, pois eles tocaram o disco todo na turnê. Só fomos ter este privilégio (na verdade, só os paulistas tiveram este privilégio...) no final de 2005. Enfim, este disco transformou o Dream Theater, dentro de minha humilde opinião, em uma grandiosa banda.
Os discos seguintes foram confirmando a grandiosidade, em especial o "Train Of Thought". Neste disco, a banda flerta com um som bem mais pesado, claramente influenciado por Metallica - a primeira faixa, "As I Am", é um exemplo claro disso - mas mantendo a qualidade sonora e diversas características que sempre definiram o som deles. Este é outro disco que gosto muito do Dream Theater. O DVD "Live At Budokan" foi gravado nesta turnê e retrata um excelente show. Vendo estes shows e discos lançados, a expectativa por um show deles foi só aumentando...
A banda ainda lança mais um disco, "Octavarium" (ao ser lançado, fiquei um pouco desapontado, mas depois, ouvindo com mais calma, acabei gostando mais deste disco; claramente, é inferior ao excelente disco anterior. "Panic Attack" é o meu destaque para este disco), antes de anunciar uma turnê sulamericana. Felizmente, nesta turnê a banda nos presenteou com um grandioso show, de mais de 3 horas de duração, abrangendo sucessos e novas canções, solos, tudo que tínhamos direito. E casa cheia, afinal a banda não dava as caras desde 1998.
Mais um disco, mais uma turnê: "Systematic Chaos" é mais pesado que seu antecessor, mas continua com longas suítes, grandiosos solos, as características marcantes da banda. Deste disco eu gosto especialmente da faixa "The Dark Eternal Night", pesada e sombria, além da mais conhecida "Constant Motion". Felizmente, a América do Sul e o Brasil estão no itinerário e eles tocam mais uma vez aqui, fazendo um show não tão longo, mas igualmente eficiente e competente.
O novo disco, "Black Clouds & Silver Linings", continua a sequência de flertes com sons mais pesados, temos Portnoy fazendo vocais mais "guturais" em contraste aos vocais de LaBrie; temos suítes longas, beirando os 20 minutos; e temos alguns covers interessantes que foram incluídos em uma versão completa do disco; destaque para "Stargazer", do Rainbow, e "To Tame A Land", do Iron Maiden. Turnê conrfirmada novamente para o Brasil, Rio de Janeiro felizmente incluído. Sábado, 20 de março de 2010, mais um capítulo da história do Dream Theater será escrito, e nós cariocas, roqueiros, incansáveis sofredores raríssimos, teremos o prazer de participar. Todos ao Citibank Hall, o Dream Theater merece !!
Apesar de ter lançado seu primeiro disco no final dos anos 80 (1989 - "When Dream And Day Unite"), eu só fui conhecê-los em 1995, quando o amigo Walber começou a falar sobre uma banda que tinha um baterista tão bom quanto Neil Peart. Entre outros boatos, este foi decisivo para eu correr atrás de seus discos. Comecei pelo "A Change Of Seasons", e já pelas covers escohidas, percebi que se tratava pelo menos de uma banda muito bem influenciada (Zeppelin, Purple, Queen, Kansas, Floyd, etc). Mas o destaque do disco era uma faixa de 23 minutos. A faixa-título tem tantas mudanças de tempo, tantas nuances, que cativa quem a escuta. Foi a deixa para me instigar a conhecer mais a fundo o trabalho da banda.
Aproveitei uma feira de venda de CDs no Riocentro (alguém lembra disso? aconteceu dois anos seguidos e depois nunca mais...) para adquirir os dois clássicos "Images And Words" e "Awake". Inicialmente preferi o segundo, mais pesado e direto. Mas, com o tempo, o primeiro se tornou um grande clássico da minha coleção, com peso, melodia, grande qualidade musical e composições excelentes.
Muita gente não gosta do "Falling Into Infinity", mas ele tem músicas excelentes, incluindo as baladas. A minha preferida é a Metallica-like "Peruvian Skies" (tanto que ao vivo eles encaixam riffs do Metallica - "Enter Sandman" e "Wherever I May Roam"). "Anna Lee" também é uma das minhas preferidas, e acabei gostando mais desta música pelo CD de natal de 1998. Aliás, este cd tem versões cover muito interessantes, destaque para "Bad", do U2, e "Goodbye Yellow Brick Road", do Elton John.
A esta altura, eu tinha perdido um show do Dream Theater no Imperator, no final de 97. Não pude perder o show do Monsters of Rock de 98, que contou com um elenco de bandas impressionante (Slayer, Megadeth, Saxon, Savatage, Glenn Hughes, Korzus, Dorsal Atlântica). O show deles foi parecido com o disco ao vivo "Once In A Livetime", só que bem mais reduzido. Foi um belo show, mas ficou um gostinho de quero mais... Vendo o show também ficou claro que o tecladista não estava no mesmo tom que o resto da banda. Batata: ele saiu e foi substituído por Jordan Rudess, que já tocava com os caras, mas em um projeto paralelo de música instrumental excelente chamado Liquid Tension Experiment. O cara encaixou redondo na banda e está até hoje. E entrou para gravar o melhor disco do Dream Theater...
"Scenes From A Memory" foi concebido inicialmente para ser uma continuação de "Metropolis" (faixa do disco "Images And Words"), mas acabou sendo muito mais. Um álbum conceitual excelente, que você escuta com prazer do início ao fim e acabou gerando uma grande turnê, disco ao vivo e o primeiro dvd da banda. Uma pena que esta turnê não passou aqui no Brasil, pois eles tocaram o disco todo na turnê. Só fomos ter este privilégio (na verdade, só os paulistas tiveram este privilégio...) no final de 2005. Enfim, este disco transformou o Dream Theater, dentro de minha humilde opinião, em uma grandiosa banda.
Os discos seguintes foram confirmando a grandiosidade, em especial o "Train Of Thought". Neste disco, a banda flerta com um som bem mais pesado, claramente influenciado por Metallica - a primeira faixa, "As I Am", é um exemplo claro disso - mas mantendo a qualidade sonora e diversas características que sempre definiram o som deles. Este é outro disco que gosto muito do Dream Theater. O DVD "Live At Budokan" foi gravado nesta turnê e retrata um excelente show. Vendo estes shows e discos lançados, a expectativa por um show deles foi só aumentando...
A banda ainda lança mais um disco, "Octavarium" (ao ser lançado, fiquei um pouco desapontado, mas depois, ouvindo com mais calma, acabei gostando mais deste disco; claramente, é inferior ao excelente disco anterior. "Panic Attack" é o meu destaque para este disco), antes de anunciar uma turnê sulamericana. Felizmente, nesta turnê a banda nos presenteou com um grandioso show, de mais de 3 horas de duração, abrangendo sucessos e novas canções, solos, tudo que tínhamos direito. E casa cheia, afinal a banda não dava as caras desde 1998.
Mais um disco, mais uma turnê: "Systematic Chaos" é mais pesado que seu antecessor, mas continua com longas suítes, grandiosos solos, as características marcantes da banda. Deste disco eu gosto especialmente da faixa "The Dark Eternal Night", pesada e sombria, além da mais conhecida "Constant Motion". Felizmente, a América do Sul e o Brasil estão no itinerário e eles tocam mais uma vez aqui, fazendo um show não tão longo, mas igualmente eficiente e competente.
O novo disco, "Black Clouds & Silver Linings", continua a sequência de flertes com sons mais pesados, temos Portnoy fazendo vocais mais "guturais" em contraste aos vocais de LaBrie; temos suítes longas, beirando os 20 minutos; e temos alguns covers interessantes que foram incluídos em uma versão completa do disco; destaque para "Stargazer", do Rainbow, e "To Tame A Land", do Iron Maiden. Turnê conrfirmada novamente para o Brasil, Rio de Janeiro felizmente incluído. Sábado, 20 de março de 2010, mais um capítulo da história do Dream Theater será escrito, e nós cariocas, roqueiros, incansáveis sofredores raríssimos, teremos o prazer de participar. Todos ao Citibank Hall, o Dream Theater merece !!
domingo, 14 de março de 2010
Letra C Internacional - Coverdale/Page, Cream, Creedence e outros
A letra C não tem nomes tão importantes na minha coleção internacional, mas ainda sim alguns nomes que mudaram a história do rock, como o Cream, trio dos anos 60 que foi fundamental para o rock como conhecemos hoje. E fundamental porque revelou definitivamente Eric Clapton para o mundo. Do Cream eu só tenho uma coletânea, o que é pouco, mas a discografia do Cream é pequena, os clássicos estão todos presentes lá. "Sunshine Of Your Love" é a minha favorita, um riffaço muito legal, levada bastante bacana. Lembro de uma banda totalmente desconhecida levando essa música numa festa no 6º andar da UERJ (andar de matemáticos e informáticos...), fizeram uma versão legal. A UERJ sempre tinha alguma banda tocando em algum andar. Boas bandas, mas totalmente desconhecidas.
No death metal, temos Cannibal Corpse e Carcass. Tenho do primeiro o "The Bleeding" e do segundo o "Heatwork". Dois petardos de primeira. O disco "The Bleeding" eu nem conhecia quando comprei, mas acabei gostando, já conhecia a fama do Cannibal e já tinha visto um ou outro clip na MTV. Já o "Heatwork" é aquele trabalho clássico do Carcass, em que eles dão uma aliviada para fazer um discaço de alta qualidade. Com dois clips na MTV, que adorei, corri pra comprar este disco. Bons tempos de MTV passando clips de rock e metal. Eram os tempos do Fúria Metal...
Tem o Coal Chamber, outra que o videoclip me fez correr atrás do disco. Uns caras muito doidos, mais aquela baixista... O som é o famoso alterna-metal, ou nu-metal, que tanta gente fala mal e reclama. Não sou o maior dos fãs deste estilo, mas tem muita coisa boa, o Coal Chamber era bem legal, o clip de que falei é o "Loco", do primeiro disco. No segundo disco, tem uma cover bacana do Peter Gabriel na voz do Ozzy, "Shock The Monkey". Porreta !!
Cro-Mags, mesma história: vi o clip de "We Gotta Know", uma porrada de primeira, e corri atrás do disco. Só mesmo importado. O Cro-Mags é banda de NY, e de lá sai cada coisa boa, tipo Agnostic Front, Biohazard. Tudo no estilo hardcore crossover, aquele som que é porrada com peso, gosto muito.
O Concrete Blonde é uma banda com vocal feminino que conheci através de um amigo (grande Marco Antônio!). O cara levou os discos pra copiar no trabalho e acabou todo mundo gostando e copiando também. Acabamos indo no show deles na Barra, bem legal. O disco que mais gostei foi o "Bloodletting", com as baladinhas "Caroline" e "Joey". Mas a música que mais gosto deles é a "Still In Hollywood", que tocava na Fluminense FM (ai, quanta saudade!), bem bacana.
O Jimmy Page, nos anos 80, não se conformava em ficar parado. Ele deve ter tentado várias vezes chamar o Robert Plant pra se reunir e cantar as músicas do Zeppelin. Diante da negativa de Plant, ele deve ter chamado o Coverdale e falado: "vamos gravar um disco juntos?". É o que tudo indica que aconteceu. Em 1991, saiu esse discaço com os riffs característicos do Page, esse monstro da guitarra, e o vocal do Coverdale, que às vezes tenta parecer com o Plant. Eu gostei muito do disco, mas teve gente que não gostou, disse que o Coverdale imitou o Plant. O certo é que, depois desse disco, o Page conseguiu convencer o Plant e eles partiram pra mais um projeto juntos. Ainda bem, pois na turnê deste projeto, os brasileiros conseguiram vê-los em ação. Que show...
Pra fechar o post, Creedence Clearwater Revival. Com esse nome grande, muita gente diz que não conhece. Ledo engano. Quase todo filme que fale dos anos 60 traz uma música deles na trilha sonora. Foi assim com Forrest Gump, que traz até mais de uma música. O Creedence fez um rockão de qualidade e com melodias ótimas, grudentas, por isso deve ter feito tanto sucesso. Eu quase não via disco deles pra vender, quando vi as coletâneas, comprei-as, ambas. 40 músicas do Creedence, com todos os sucessos. Acabei desanimando de comprar outros discos deles, mas merecem. Imaginem quem viveu no final dos anos 60 (não no Brasil, estávamos no auge da ditadura, AI-5, péssimo de se viver. Lá fora, EUA, Inglaterra, todo aquele clima rolando), devia ter lançamento de cada banda. Imagina: uma hora sai o novo do Hendrix, depois sai o novo do Pink Floyd, dos Beatles, dos Stones, do Creedence, da Janis, do Santana. Caralho !!!!!! Máquina do tempo pra gente ir viver essa época !!!!!
Grande abraço, letra D é letra importante demais: Deep Purple...
No death metal, temos Cannibal Corpse e Carcass. Tenho do primeiro o "The Bleeding" e do segundo o "Heatwork". Dois petardos de primeira. O disco "The Bleeding" eu nem conhecia quando comprei, mas acabei gostando, já conhecia a fama do Cannibal e já tinha visto um ou outro clip na MTV. Já o "Heatwork" é aquele trabalho clássico do Carcass, em que eles dão uma aliviada para fazer um discaço de alta qualidade. Com dois clips na MTV, que adorei, corri pra comprar este disco. Bons tempos de MTV passando clips de rock e metal. Eram os tempos do Fúria Metal...
Tem o Coal Chamber, outra que o videoclip me fez correr atrás do disco. Uns caras muito doidos, mais aquela baixista... O som é o famoso alterna-metal, ou nu-metal, que tanta gente fala mal e reclama. Não sou o maior dos fãs deste estilo, mas tem muita coisa boa, o Coal Chamber era bem legal, o clip de que falei é o "Loco", do primeiro disco. No segundo disco, tem uma cover bacana do Peter Gabriel na voz do Ozzy, "Shock The Monkey". Porreta !!
Cro-Mags, mesma história: vi o clip de "We Gotta Know", uma porrada de primeira, e corri atrás do disco. Só mesmo importado. O Cro-Mags é banda de NY, e de lá sai cada coisa boa, tipo Agnostic Front, Biohazard. Tudo no estilo hardcore crossover, aquele som que é porrada com peso, gosto muito.
O Concrete Blonde é uma banda com vocal feminino que conheci através de um amigo (grande Marco Antônio!). O cara levou os discos pra copiar no trabalho e acabou todo mundo gostando e copiando também. Acabamos indo no show deles na Barra, bem legal. O disco que mais gostei foi o "Bloodletting", com as baladinhas "Caroline" e "Joey". Mas a música que mais gosto deles é a "Still In Hollywood", que tocava na Fluminense FM (ai, quanta saudade!), bem bacana.
O Jimmy Page, nos anos 80, não se conformava em ficar parado. Ele deve ter tentado várias vezes chamar o Robert Plant pra se reunir e cantar as músicas do Zeppelin. Diante da negativa de Plant, ele deve ter chamado o Coverdale e falado: "vamos gravar um disco juntos?". É o que tudo indica que aconteceu. Em 1991, saiu esse discaço com os riffs característicos do Page, esse monstro da guitarra, e o vocal do Coverdale, que às vezes tenta parecer com o Plant. Eu gostei muito do disco, mas teve gente que não gostou, disse que o Coverdale imitou o Plant. O certo é que, depois desse disco, o Page conseguiu convencer o Plant e eles partiram pra mais um projeto juntos. Ainda bem, pois na turnê deste projeto, os brasileiros conseguiram vê-los em ação. Que show...
Pra fechar o post, Creedence Clearwater Revival. Com esse nome grande, muita gente diz que não conhece. Ledo engano. Quase todo filme que fale dos anos 60 traz uma música deles na trilha sonora. Foi assim com Forrest Gump, que traz até mais de uma música. O Creedence fez um rockão de qualidade e com melodias ótimas, grudentas, por isso deve ter feito tanto sucesso. Eu quase não via disco deles pra vender, quando vi as coletâneas, comprei-as, ambas. 40 músicas do Creedence, com todos os sucessos. Acabei desanimando de comprar outros discos deles, mas merecem. Imaginem quem viveu no final dos anos 60 (não no Brasil, estávamos no auge da ditadura, AI-5, péssimo de se viver. Lá fora, EUA, Inglaterra, todo aquele clima rolando), devia ter lançamento de cada banda. Imagina: uma hora sai o novo do Hendrix, depois sai o novo do Pink Floyd, dos Beatles, dos Stones, do Creedence, da Janis, do Santana. Caralho !!!!!! Máquina do tempo pra gente ir viver essa época !!!!!
Grande abraço, letra D é letra importante demais: Deep Purple...
segunda-feira, 8 de março de 2010
C de Camisa de Vênus, Capital Inicial, Celso Blues Boy, Cássia Eller
A letra C tem algumas bandas internacionais em meus CDs, mas o rock nacional marca presença importantíssima. Alguns nomes do rock oitentista: os baianos do Camisa de Vênus (isso sim é música baiana!), os brasilienses do Capital Inicial e o grande vascaíno Celso Blues Boy. E Cássia Eller, de quem todos sentem saudades...
O Camisa de Vênus é uma banda que gosto muito... e só tenho um cd. É o famoso disco ao vivo, "Viva", que eu tenho praticamente desde o lançamento, com minha fitinha cassete (coisa de velho mesmo...). O disco é um dos mais importantes, mas a gravadora fez o favor de lançar ele com faixas faltando e fora de ordem. Nem as bonus tracks compensaram a cagada feita. E ainda falta relançar os primeiros discos da banda !!
O Capital Inicial é daquelas bandas que tenho diversos discos (quase todos). É uma banda que gosto desde o seu começo, sempre tentei ir aos shows (desde o memorável show no Maracanazinho até um recente no Vivo Rio. Até em São Lourenço-MG eu já vi show deles!). Tem uns discos que eu tenho que mal escuto deles, tipo o terceiro trabalho ("Você Não Precisa Entender", ninguém entendeu e escutou mesmo...). Já outros são fundamentais, o primeiro disco é desses. Também, o primeiro disco tem 3 composições do Renato Russo, já explica parte da qualidade. Depois que voltou, o Capital lançou muito material novo, geralmente com boa qualidade. Sinto falta do Loro Jones na guitarra, mas o Passarelli segura a barra legal. O Dinho tem que parar de bancar o garotão, tá ficando velho, não tem jeito. Dos discos mais recentes, gosto mais do "Rosas e Vinho Tinto" e do "Gigante!".
O Celso Blues Boy é pioneiro do blues no Brasil. Celso fez muita coisa boa nos anos 80 e começo dos anos 90, época do auge de seu sucesso. Tanto sucesso que ele tocava quase todo final de semana no Circo Voador (bons tempos...). Esse sucesso culminou com um disco ao vivo excelente. Foi meu primeiro cd do "garoto" do blues. Uma coletânea dupla caça-níqueis (iniciativa da gravadora, não do Celso, claro. Incrível como os discos antigos são ignorados e nunca lançados. O Charles Gavin, agora que saiu dos Titãs e deve estar com mais tempo sobrando tinha que lembrar destes discos também...) foi a aquisição seguinte. Já no fim dos anos 90, quando Celso andava bem esquecido, ele tocou na Lona Cultural de Vista Alegre, para promover o cd "Vagabundo Errante". Foi quando adquiri este cd e também um autógrafo bacana dele, após um showzão. Depois nem sei se ele lançou outros álbuns. Os artistas nem estão mais se interessando em lançar música, tamanha a pirataria, a exploração das gravadoras e as baixas vendas.
Elogiar Cássia Eller é chover no molhado. Dona de uma voz bonita e encorpada, ela se juntou aos melhores compositores para compor para ela (Nando Reis, Frejat, Renato Russo, Arnaldo Antunes, só fera!), ou então pegou as músicas e lhes deu uma interpretação soberba. E não foi só no rock, foi no samba, na MPB, até no grunge, sua versão para "Smells Like Teen Spirit" é demais. Morreu estupidamente, desnecessariamente, demasiadamente cedo. Saudades dela são inevitáveis. Tenho o disco "O Marginal", que no final tem interpretações magníficas de músicas do Hendrix; o acústico é outro registro ótimo, com os grandes sucessos, versões de Mutantes e Beatles. Ela bebia na fonte de grandes nomes, como tinha bom gosto ! Pra completar, mais uma coletânea caça-níqueis (da Cássia, surgiram dezenas após sua morte... lançar os discos mesmo, a gravadora safada não faz...).
No próximo post, as bandas internacionais da letra C: Cannibal Corpse, Carcass, Chris Cornell, Coal Chamber, Concrete Blonde, Coverdale & Page, Cream, Creedence Clearwater Revival, Cro-Mags.
O Camisa de Vênus é uma banda que gosto muito... e só tenho um cd. É o famoso disco ao vivo, "Viva", que eu tenho praticamente desde o lançamento, com minha fitinha cassete (coisa de velho mesmo...). O disco é um dos mais importantes, mas a gravadora fez o favor de lançar ele com faixas faltando e fora de ordem. Nem as bonus tracks compensaram a cagada feita. E ainda falta relançar os primeiros discos da banda !!
O Capital Inicial é daquelas bandas que tenho diversos discos (quase todos). É uma banda que gosto desde o seu começo, sempre tentei ir aos shows (desde o memorável show no Maracanazinho até um recente no Vivo Rio. Até em São Lourenço-MG eu já vi show deles!). Tem uns discos que eu tenho que mal escuto deles, tipo o terceiro trabalho ("Você Não Precisa Entender", ninguém entendeu e escutou mesmo...). Já outros são fundamentais, o primeiro disco é desses. Também, o primeiro disco tem 3 composições do Renato Russo, já explica parte da qualidade. Depois que voltou, o Capital lançou muito material novo, geralmente com boa qualidade. Sinto falta do Loro Jones na guitarra, mas o Passarelli segura a barra legal. O Dinho tem que parar de bancar o garotão, tá ficando velho, não tem jeito. Dos discos mais recentes, gosto mais do "Rosas e Vinho Tinto" e do "Gigante!".
O Celso Blues Boy é pioneiro do blues no Brasil. Celso fez muita coisa boa nos anos 80 e começo dos anos 90, época do auge de seu sucesso. Tanto sucesso que ele tocava quase todo final de semana no Circo Voador (bons tempos...). Esse sucesso culminou com um disco ao vivo excelente. Foi meu primeiro cd do "garoto" do blues. Uma coletânea dupla caça-níqueis (iniciativa da gravadora, não do Celso, claro. Incrível como os discos antigos são ignorados e nunca lançados. O Charles Gavin, agora que saiu dos Titãs e deve estar com mais tempo sobrando tinha que lembrar destes discos também...) foi a aquisição seguinte. Já no fim dos anos 90, quando Celso andava bem esquecido, ele tocou na Lona Cultural de Vista Alegre, para promover o cd "Vagabundo Errante". Foi quando adquiri este cd e também um autógrafo bacana dele, após um showzão. Depois nem sei se ele lançou outros álbuns. Os artistas nem estão mais se interessando em lançar música, tamanha a pirataria, a exploração das gravadoras e as baixas vendas.
Elogiar Cássia Eller é chover no molhado. Dona de uma voz bonita e encorpada, ela se juntou aos melhores compositores para compor para ela (Nando Reis, Frejat, Renato Russo, Arnaldo Antunes, só fera!), ou então pegou as músicas e lhes deu uma interpretação soberba. E não foi só no rock, foi no samba, na MPB, até no grunge, sua versão para "Smells Like Teen Spirit" é demais. Morreu estupidamente, desnecessariamente, demasiadamente cedo. Saudades dela são inevitáveis. Tenho o disco "O Marginal", que no final tem interpretações magníficas de músicas do Hendrix; o acústico é outro registro ótimo, com os grandes sucessos, versões de Mutantes e Beatles. Ela bebia na fonte de grandes nomes, como tinha bom gosto ! Pra completar, mais uma coletânea caça-níqueis (da Cássia, surgiram dezenas após sua morte... lançar os discos mesmo, a gravadora safada não faz...).
No próximo post, as bandas internacionais da letra C: Cannibal Corpse, Carcass, Chris Cornell, Coal Chamber, Concrete Blonde, Coverdale & Page, Cream, Creedence Clearwater Revival, Cro-Mags.
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