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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Minhas impressões sobre o show de Peter Frampton

Começou uma maratona de shows. Este segundo semestre de 2010 promete superar o ano de 1997 (Dio, Scorpions, Bruce Dickinson, Biohazard, Whitesnake, Megadeth, Queensryche, entre outros tocaram por aqui naquele ano) em termos de shows de rock. Temos uma leva de shows interessantes e pretendo ir ao máximo possível de shows. Comecei indo ao de Peter Frampton, roqueirão de quem falei nos últimos dois posts. No próximo sábado me despencarei para São Paulo, para curtir os Scorpions em sua suposta turnê de despedida. E outubro já tenho o Rush garantido, mas pretendo ir no Green Day também. E novembro tem Jeff Beck, monstro da guitarra, não posso perder, de jeito nenhum. Tem também um monte de bandas no SWU, mas o festival vai cair no final de semana do show do Rush, e não sei se conseguirei ir - queria muito ver os shows do Rage Against The Machine e dos Pixies - veremos.

Voltemos ao show de Frampton. Aconteceu no HSBC Arena, herança dos jogos pan-americanos de 2007 para o Rio de Janeiro. O local era claramente grande demais para o show (Canecão e Circo Voador estavam de bom tamanho), e mesmo reduzindo pela metade (colocando o palco no meio da pista), a casa ficou a meia boca. E, convenhamos, é um local de difícil acesso - somente de carro mesmo pra chegar lá na boa. Mesmo assim, mais um ponto negativo para o público carioca de rock, que prova mais uma vez que está escasso ou cagando pra shows. Provavelmente, na próxima turnê, o cara não volta ao Rio...

Frampton e sua Les Paul tradicional

Por volta de 22h, As luzes se apagaram e a banda entrou tocando "Four Day Creep", rockão da época do Humble Pie. Foi engraçado porque Frampton demorou a cantar, quem levou a música foi o tecladista. Ele fingia que ia entrar, e o tecladista continuava cantando. Até que enfim mandou os vocais, que continuam com aquele timbre característico dos anos 70. Ele está bem coroa, mas tá tocando muito e cantando idem. Ele também se mostrou extremamente simpático com o público, falou algumas frases em português e procurou interagir e ganhar a plateia.

Frampton e banda entrosados

Frampton trouxe uma banda de apoio extremamente competente e entrosada, composta por Rob Arthur (teclados, guitarra e backing vocal - o tal que começou cantando "Four Day Creep"), John Regan (baixo), Adam Lester (guitarra) e Dan Wojciechowski (bateria). Durante o show, Frampton desfilou diversas guitarras, incluindo duas Les Paul (uma preta e outra tradicional) e outras, além de ter tocado violão também. Usou também seu famoso talk box (o Framptone, fabricado por uma empresa de mesmo nome do próprio Frampton, Framptone), aquele aparelho em que ele usa a boca para aplicar efeitos em sua guitarra, e que já foi usado por David Gilmour, Kirk Hammett, Dave Sambora, entre outros guitarristas.

 Público reduzido do show

O show se baseou no repertório consagrado no disco ao vivo "Frampton Comes Alive!", recheado por algumas músicas muito interessantes de sua discografia mais recente (especialmente as instrumentais). E também de uma cover super interessante de "Black Hole Sun", do Soundgarden, com direito a um talk box do refrão no final!!

Do seu super conhecido disco ao vivo, Frampton mandou "Show Me The Way", que começou um pouco diferente mas depois teve o tradicional riff com talk box, "It's A Plain Shame", "All I Want To Be (Is By Your Side)", "I Wanna Go To The Sun", "Baby I Love Your Way" (uma das preferidas da plateia presente no show), e "Do You Feel Like You Do", que fechou o show antes do bis. Pra encerrar com chave de ouro, o sucesso maior "Breaking All The Rules", que confesso, achei que foi tocada um pouco mais lenta que o original, mas de forma excepcional e que agradou bastante a todos (eu incluso!).

Agradecimentos no final do show

Percebam que faltaram músicas do set list que ele vinha praticando (e que foi publicado em um post anterior). Faltou, por exemplo, o grand finale com a cover dos Beatles "While My Guitar Gently Weeps". É possível que o público reduzido tenha levado a estas alterações no set. Além de tudo, roqueiro carioca ainda tem que aturar essas coisas...

Mas, no final, o show valeu a pena e Frampton deixou uma excelente impressão, provando que, apesar de roqueiro sessentão, está em grande forma e merece a devida atenção. Tomara que ele volte ao Rio na próxima turnê, apesar da audiência reduzida.

Pra fechar, alguns vídeos que postei no YouTube do show. No próximo post, falo do show dos Scorpions em Sampa.


"Baby I Love Your Way"


"Black Hole Sun (Soundgarden cover)"
 

"Breaking All The Rules"

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