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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Black Label Society em São Paulo - o que esperar

Depois de um post falando sobre o Pride & Glory e outro sobre o disco solo (leia estes posts aqui e aqui), vamos falar agora sobre o show vindouro do Black Label Society, lá em São Paulo, no HSBC Brasil, dia 13/08. Show que foi inicialmente programado para acontecer no final de maio, foi adiado e agora é chegada a hora para os fãs desta grande banda e deste excelente guitarrista, Zakk Wylde. A banda tocará também em Curitiba no dia anterior, dia 12/08 (show confirmado recentemente), Porto Alegre no dia seguinte, 14/08, e em Goiânia, no dia 16/08.

Zakk Wylde, o chefão do Black Label Society. Foto: Wikipedia

O Black Label Society lançou seu primeiro disco no começo de 1999 - "Sonic Brew" é um disco atípico na discografia da banda. Enquanto os discos seguintes seguiriam uma linha mais heavy metal com muito peso, este primeiro disco ainda guarda certa relação com o heavy metal sulista do Pride & Glory. Zakk gravou todas as partes instrumentais menos a bateria, que ficou a cargo de Phil Ondich. A capa do disco originalmente era uma garrafa de whisky, que acabou abandonada por pressão da Johnnie Walker. No segundo disco "Stronger Than Death", Zakk novamente grava todas as partes menos a bateria, novamente a cargo do mesmo baterista. Em 2001, a banda lança seu disco ao vivo, "Alcohol Fueled Brewtality", que continha um disco extra com faixas de estúdio, incluindo uma cover para "Heart Of Gold" do Neil Young e outra para o clássico do Black Sabbath "Snowblind", em versão com piano. Este disco marca a estreia do baterista Craig Nunenmacher.

Mais um disco de estúdio em 2002, "1919 Eternal", uma homenagem de Zakk a seu pai, que serviu em uma das guerras mundiais. Mike InezRobert Trujillo (este saiu para entrar no Metallica, quando ganhou um milhão de dólares da banda) seriam os próximos baixistas a tocar na banda. Em 2003 temos o lançamento de "The Blessed Hellride", pra mim um dos melhores da banda. Neste disco, temos a participação de Ozzy Osbourne na faixa "Stillborn". Em 2004, mais um álbum, "Hangover Music Vol. VI", uma espécie de retorno ao passado, especialmente ao disco solo "Book Of Shadows", dado o tom introspectivo e suave das canções. Alguns explicam este álbum ser gravado desta forma por ser uma obrigação contratual com a Spitfire, e acabou por este motivo recebendo pouquíssima promoção. Na turnê, James Lomenzo aparece no baixo, um antigo parceiro dos tempos de Pride & Glory. Um dos álbuns de maior sucesso da banda viria a seguir: "Mafia", de 2005. Lomenzo saiu poucos meses depois (iria entrar no Megadeth), dando lugar ao baixista atual, John DeServio. Alguns imaginam que "In This River" foi gravada em homenagem à Dimebag Darrell, guitarrista do Pantera grande amigo de Zakk, mas a faixa foi gravada antes da morte dele. Mesmo assim, Zakk costuma dedicar a canção ao amigo.

Banda completa: John DeServio, Nick Catanese, Zakk Wylde e o baterista. Foto: Wikipedia
"Shot To Hell" foi lançado em 2006, e é o disco com as freiras na capa jogando bilhar. Nestes últimos lançamentos, Zakk já permite outros músicos tocarem na gravação, além do baterista. Ajuda a formar uma concepção de banda e não de projeto de Zakk. A banda acaba entrando em um pequeno hiato, já que Zakk acompanha o madman na sua turnê do álbum "Black Rain". Acontece que em julho de 2009, Ozzy resolve mandar Zakk passear - ele diz que os seus discos estavam parecendo demais com os do Black Label. Sem brigar totalmente com o guitarrista, o madman acaba ajudando sem querer Zakk a retomar a carreira da banda, mas por pouco tempo, já que ele precisa parar e se concentrar na sua saúde - algo a ver com coágulos sanguíneos e embolismo. Como precisa tomar remédios para se manter longe de problemas de saúde, Zakk acaba sendo obrigado a parar de beber. A esta altura, começam as gravações de um novo álbum de estúdio, e a carreira da banda volta a todo vapor com o novo lançamento. "Order Of The Black" alcança a quarta posição na parada americana e recebe boas críticas. É a estreia de Will Hunt, novo baterista, que toca também no Evanescence. O blog já falou sobre este disco num post de lançamentos de 2010 - leia aqui. Antes mesmo do lançamento, a banda já estava na estrada, iniciando uma longa turnê que deve continuar mesmo depois dos shows aqui no Brasil. Ver mais adiante.

O novo disco do Black Label, com sobras de estúdio das gravações de "Order Of The Black"
Este ano, a banda soltou um disco de sobras de estúdio, das gravações do "Order Of The Black". Versões acústicas, covers, etc. "The Song Remains Not The Same" foi lançado no começo de maio (somente lá fora) e seu nome é uma espécie de brincadeira com a ideia de versões diferentes do disco com a famosa canção do Led Zeppelin, uma das bandas favoritas de Zakk Wylde.

A turnê, que começou em julho do ano passado com uma apresentação no High Voltage Festival, em Londres, foi para os EUA, varreu o país durante o restante do ano de 2010 (incluindo shows no Canadá também), com uma parada no final do ano. Este ano, a turnê rumou para a Europa, começando pela Inglaterra e depois passando pelas principais cidades europeias como Paris, Amsterdam, Hamburgo, Estocolmo, Helsinque, Milão, Barcelona, Viena e diversas outras, durando até abril. Will Hunt atendeu ao chamado de sua banda original,  Evanescence, e partiu pra gravação de seu novo disco, deixando as baquetas com Johnny Kelly (Danzig, ex-Type O Negative), que mal esquentou a cadeira e já deu lugar ao atual baterista, Mike Froedge (ex-doubleDrive, Speed X). Em maio, a banda volta aos EUA, para algumas datas, mas retornou para a Europa em junho, para uma turnê de verão (o verão na Europa é repleto de shows e festivais) que se estendeu até o mês de julho. Em agosto, teremos a turnê sul-americana, e em outubro a banda já volta aos EUA, onde será a banda de abertura na turnê do Judas Priest (Fall Farewell Judas Priest Tour), que deve se estender pelos meses de outubro, novembro e dezembro. Agenda cheia do chefe!!

As datas da turnê sul-americana são as seguintes (destaque para os shows no Brasil):

07/08 - Santiago, Chile (Teatro Caupolican)
09/08 - Buenos Aires, Argentina (El Teatro Flores)
11/08 - Montevidéu, Uruguai (Cine Teatro Plaza)
13/08 - São Paulo, Brasil (HSBC Brasil)
14/08 - Porto Alegre, Brasil (Bar Opinião)
16/08 - Goiânia, Brasil (Centro Cultural Oscar Niemeyer)

Pelo que consta no site do Ingresso Rápido, para o show de São Paulo ainda há lugares disponíveis apenas nos setores de pista e camarote. Os setores de cadeira alta, frisa e pista VIP estão esgotados.

E o que esperar do show? Pesquisando os últimos set lists tocados pela banda, chegamos a um denominador comum próximo do seguinte (em parênteses o disco ao qual a música pertence):

1 - "Crazy Horse" ("Order Of The Black")
2 - "Funeral Bell" ("The Blessed Hellride")
3 - "Bleed For Me" ("1919 Eternal")
4 - "Demise Of Sanity" ( "1919 Eternal" )
(com final de "Superterrorizer" - "Stronger Than Death")
5 - "Overlord" ("Order Of The Black")
6 - "Parade Of The Dead" ("Order Of The Black")
7 - "Born To Lose" ("Sonic Brew")
8 - "Darkest Days" ("Order Of The Black")
9 - "Fire It Up" ("Mafia")
10 - "Guitar Solo"
11 - "Godspeed HellBound" ("Order Of The Black")
12 - "The Blessed Hellride" ("The Blessed Hellride")
13 - "Suicide Messiah" ("Mafia")
14 - "Concrete Jungle" ("Shot To Hell")
15 - "Stillborn" ("The Blessed Hellride")

Percebemos uma forte concentração de canções do disco mais recente, "Order Of The Black", cinco no total; três do "The Blessed Hellride"; duas do "1919 Eternal"; duas do "Mafia"; uma do "Sonic Brew" e uma do "Shot To Hell". Set list bem distribuído pela carreira da banda. Eu sinto falta da linda canção "In This River", que como falamos acima, costuma ser dedicada ao amigo de Zakk e ex-guitarrista do Pantera Dimebag Darrell.

Abaixo alguns vídeos com apresentações da banda na atual turnê. Pra começar, "Funeral Bell", ao vivo na França, no La Cigale (apresentação ocorrida em fevereiro deste ano).

Pra fechar, este vídeo é de um show em San Diego (primeiro do novo baterista Mike Froedge), em maio deste ano. Zakk apresenta a banda e toca, no piano, a lentinha "Darkest Days" (na hora do solo de guitarra, Nick Catanese assume!).

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