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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Accept no Imperator - como foi o show

Fazia tempo que uma noite de heavy metal não tomava conta do Imperator como no último sábado, 09 de abril de 2016. O Accept atraiu seus fãs e deu uma aula de heavy metal e de empatia entre banda e público, num dos melhores shows dos últimos anos em terras cariocas!

Nos anos 90, o Imperator reinou como um dos principais palcos para shows de heavy metal no Rio de Janeiro. Anthrax, Megadeth, Slayer, Suicidal Tendencies, Body Count, Pantera, Bruce Dickinson e muitos outros tocaram por lá. Entretanto, a casa acabou acumulando dívidas e teve que fechar as portas. Rumores de que se tornaria mais um templo da Igreja Universal (argh!) felizmente não se concretizaram e a casa reabriu como um centro cultural a partir de 2012. Aqui no blog, já resenhamos um (belo) show no novo centro, em setembro de 2012, do ex-vocalista do Yes, Jon Anderson (confira aqui esta resenha).

O núcleo do Accept: o guitarrista Wolf Hoffmann e o baixista Peter Baltes
Neste ano de 2016, vemos um movimento de marcação de diversos shows de hard rock/heavy metal para o Imperator. Além do Accept, teremos também Winery Dogs e Yngwie Malmsteen. Parece que está sendo a tendência utilizar a casa para o rock também. E sua localização e sua história pode ajudar a trazer mais bandas para a nossa cidade.

Voltando para a noite de sábado, um belo público recebeu os alemães, que entraram quase que no horário. Com um clássico do AC/DC nos alto-falantes ("Given The Dog A Bone") e o apagamento das luzes por volta das 21:40, a banda entrou no palco com a introdução de seu mais recente álbum, "Blind Rage", e rapidamente já disparou a faixa de abertura, "Stampede", um petardo poderoso que animou bastante a plateia, que se dividia entre novos fãs e os roqueiros mais antigos e cascudos (me incluo neste último grupo...). Com o começo do show, não importava a idade, o público em uníssono passou a cantar a plenos pulmões os refrões e cantarolar os riffs. Esta primeira fase do show se calcou em mais duas faixas recentes, do álbum "Stalingrad", bem recebidas. Muito afiada e entrosada, a banda resolveu explorar seu passado com alguns clássicos em sequência que deixaram a plateia em um êxtase total. O destaque maior deste trecho do show fica para "Restless And Wild", a faixa-título de um dos melhores discos da banda.

O novo guitarrista Uwe Lulis ao lado de Peter Baltes e do vocalista Mark Tornillo
Apesar de retornar ao repertório mais recente, a empolgação do público não diminuiu, e reagiu muito bem às novas faixas "Dying Breed" (esta um passeio pela história do heavy metal, com letra citando vários grandes nomes do estilo) e "Final Journey". A banda viajou no tempo, voltando à 1981 com "Starlight", do álbum "Breaker", uma preciosidade incluída nesta turnê. Outra preciosidade veio a seguir, a faixa "Bulletproof", de 1993, álbum "Objection Overruled", um álbum que na época marcou a volta de Udo à banda. Pareceu consenso entre os presentes que Udo seria bem-vindo mas naquela noite não estava fazendo tanta falta assim: Mark Tornillo mostrou bastante desenvoltura cantando o material antigo da banda. E por falar em material antigo, "Princess Of The Dawn" teve recepção calorosa e maravilhosa, e entre algumas canções mais recentes e clássicos das antigas, o show foi se desenvolvendo muito bem, até seu ponto culminante. E este ponto se configurou com "Fast As A Shark" e sua introdução com um tradicional cântico alemão, cantado aos berros pelos fãs cariocas. Vale a citação ao baterista Christopher Williams e sua introdução supersônica a la "Painkiller". Esta faixa, gravada em 1982, foi considerada uma canção pioneira e influente no movimento speed metal que despontaria nos próximos anos. E tome um clássico após outro: "Metal Heart" testou os pulmões e gargantas dos presentes, que cantarolaram o mais alto possível o riff principal da canção, uma espécie de homenagem do guitarrista Wolf Hoffmann à música clássica de Beethoven. "Teutonic Terror", um clássico da era mais moderna do Accept, também foi extremamente bem recebida e então mais uma longa viagem no tempo para o ano de 1981 e o clássico "Son Of A Bitch", com todos os presentes entoando o refrão com gosto. Pra fechar, claro, o clássico supremo da banda, a faixa-título de seu disco mais bem sucedido, "Balls To The Wall", e mais uma vez a plateia fez sua parte e entregou toda a energia restante para a banda, que alongou até onde pode a canção. Depois de duas horas, chegamos ao final de um longo show, alta dose de heavy metal, e muitos agradecimentos de ambas as partes. Para o Accept, era hora de partir para outra cidade brasileira e entregar este fantástico show para outro grupo de fãs (Belo Horizonte, Manaus e Curitiba ainda receberão a banda). Os fãs aqui do Rio de Janeiro ficaram extasiados e satisfeitos, com certeza.

Wolf e Peter com o baterista Christopher Williams ao fundo
Esta nova formação da banda é recente - apenas um ano de duração - mas demonstrou entrosamento e muita descontração tocando no palco. Com o final do ciclo de turnê do álbum "Blind Rage", chegará a hora de um novo álbum ser gravado, e aí veremos se o Accept manterá a boa sequência com o novo vocalista Mark Tornillo. Muito sucesso para a banda e que se mantenham nesta grande forma, tanto ao vivo quanto em estúdio!

Set list praticado no show:
"Stampede" ("Blind Rage", de 2014)
"Stalingrad" ("Stalingrad", de 2012)
"Hellfire" ("Stalingrad", de 2012)
"London Leatherboys" ("Balls To The Wall", de 1983)
"Living For Tonite" ("Metal Heart", de 1985)
"Restless And Wild" ("Restless And Wild", de 1982)
"Midnight Mover" ("Metal Heart", de 1985)
"Dying Breed" ("Blind Rage", de 2014)
"Final Journey" ("Blind Rage", de 2014)
"Shadow Soldiers" ("Stalingrad", de 2012)
"Starlight" ("Breaker", de 1981)
"Bulletproof" ("Objection Overruled", de 1993)
"No Shelter" ("Blood Of The Nations", de 2010)
"Princess Of The Dawn" ("Restless And Wild", de 1982)
"Fall Of The Empire" ("Blind Rage", de 2014)
"Dark Side Of My Heart" ("Blind Rage", de 2014)
"Pandemic" ("Blood Of The Nations", de 2010)
"Fast As A Shark" ("Restless And Wild", de 1982)
"Metal Heart" ("Metal Heart", de 1985)
"Teutonic Terror" ("Blood Of The Nations", de 2010)
"Son Of A Bitch" ("Breaker", de 1981)
"Balls To The Wall" ("Balls To The Wall", de 1983)

Alguns vídeos:

"Fast As A Shark":


"Metal Heart":


"Balls To The Wall":


Um abraço rock and roll e até a próxima resenha!!

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