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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Glenn Hughes no Teatro Odisseia - como foi o show

A voz do rock, Glenn Hughes, voltou a se apresentar no Rio de Janeiro depois de cinco anos (sua última apresentação tinha sido em 2010, na Ilha dos Pescadores) e deixou, mais uma vez, o público carioca extasiado com sua performance vocal extraordinária, seu carisma e amor declarado pela cidade e pelo grande show que fez no pequeno Teatro Odisseia, que teve lotação esgotada para assistir ao mestre.

Entretanto, antes de falar do show, falo um pouco da casa de shows, o Teatro Odisseia, a nova casa preferida para os produtores colocarem as bandas de rock que tocam no Rio de Janeiro. Casa pequenina, com capacidade para 700 pessoas, o tamanho do público de rock que comparece a shows na cidade. Sim, o público roqueiro carioca é maior que isso, mas não prestigia os artistas, ainda mais os pouco conhecidos, fora da grande mídia (famosos roqueiros de sofá...). Bom, melhor que tenhamos o show em nossa cidade, mesmo que seja em um pequeno lugar. Mas os produtores bem que podiam cobrar uma melhora na entrada e saída do público. Com portas minúsculas, fico com medo de qualquer dia desses alguma tragédia aconteça graças a esses problemas. Outra coisa é o horário dos shows - na Lapa, os shows costumam começar lá pras 22, 23h. Já os shows de rock no Odisseia não acabam depois das 22h. Isso porque a casa é utilizada novamente depois dos shows. Isso mesmo: o rock, no Rio de Janeiro, está virando matinê das baladas, com os tiozões podendo chegar cedo em casa para curtir a família.

Doug Aldrich em ação no show
Tudo falado no parágrafo acima não é culpa de Glenn Hughes, e ele fez tudo como deveria: pouco depois das 19h, horário previsto para o começo do show, as luzes se apagaram e a introdução começou a ser tocada no PA da casa (um clássico da música clássica, de Richard Wagner, Caminhada das Valquírias) e rapidamente o power trio tomou conta do palco e já iniciou seu set com a clássica "Stormbringer", do álbum de mesmo nome do Deep Purple. A formação que Glenn trouxe ao Brasil para esta turnê incluiu Doug Aldrich na guitarra (Doug estava no Whitesnake até 2014 e já tocou com Dio) e Pontus Engborg na bateria (diga-se de passagem, Pontus tem uma pegada animal e fez muito bonito no show). A empolgação da plateia era enorme, e um mar de câmeras e smartphones se ergueram para registrar esses primeiros momentos do show. Aliás, como este foi o último show no Brasil, a banda se mostrou extremamente entrosada e animada, e Glenn fez questão de elogiar o Rio de Janeiro diversas vezes, prometendo tocar novamente no ano que vem. Na sequência do show, uma canção de sua carreira solo, "Orion", e mais clássicos enfileirados, do Trapeze (pra quem não conhece, esta foi uma clássica banda dos anos 70 e que contava com Glenn Hughes, Mel Galley e Dave Holland) e do Deep Purple, e também uma bela canção do Black Country Communion, "One Last Soul". O melhor é que a banda tocou esses clássicos em versões adaptadas para o formato do power trio, versões energéticas e com direito a alguma improvisação para a voz do rock se soltar e nos deixar de queixo completamente caído. Antes do grande momento do show, Glenn falou um pouco sobre sua entrada no Deep Purple e como teve o privilégio de ter escutado Ritchie Blackmore tocar para ele pela primeira vez o clássico "Mistreated". A execução foi magistral, com direito a um pequeno solo de Aldrich antes, e uma performance vocal fenomenal de Glenn. A plateia não se conteve e cantou a plenos pulmões o refrão, verdadeiramente o melhor momento de toda a apresentação.

A banda toda em ação
A seguir, Hughes elogiou bastante seu parceiro na guitarra, Doug Aldrich, para em seguida dar espaço para uma canção que Doug gravou com o Whitesnake, "Good To Be Bad". Eles tocaram uma boa versão, mas eu acho que Glenn devia tocar músicas de sua carreira solo, longa e de muita qualidade; ou então, alguma de seu tempo ao lado de Tony Iommi. Enfim, o show já chegava em sua parte final, e após um solo de bateria, "Soul Mover" encerrou o show. Aqui, eu já sentia falta de "Sweet Tea", a canção do California Breed que eles tocaram em outros shows pela América do Sul. A banda retornou para o bis e, para minha surpresa, já entraram tocando o clássico supremo "Burn", em versão reduzida sem os solos. "Black Country", a excelente canção do Black Country Communion que eles também tocaram nos shows anteriores, foi outra que ficou de fora. Apesar dos pesares e dessas ausências, o show foi excelente e agradou em cheio a todos os presentes, que aplaudiram efusivamente a banda, que realmente mereceu pela excelente performance aqui na cidade maravilhosa. Que cumpram sua promessa e retornem no ano que vem - o público carioca merece!

Set list do show:
"Stormbringer"
"Orion"
"Way Back To The Bone"
"Sail Away"
"Touch My Life"
"One Last Soul"
Solo de guitarra de Doug Aldrich
"Mistreated"
"Good To Be Bad"
"Can't Stop The Flood"
Solo de bateria de Pontus Engborg
"Soul Mover"
Bis:
"Burn"

Alguns vídeos do show:

Abertura do show com "Stormbringer":


Trecho de "Mistreated":

Um abraço rock and roll e te vejo em algum show de rock!! (provavelmente no Teatro Odisseia...)

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