Pesquisar neste blog:

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Exodus - Tempo Of The Damned

Vamos dissecar neste post um álbum que está completando dez anos de lançamento agora em fevereiro de 2014. Falo do excelente “Tempo Of The Damned”, do baluarte do thrash metal norte-americano Exodus. Um discaço!!

Após a reunião com Paul Baloff, em 1997, e o lançamento do álbum ao vivo “Another Lesson In Violence”, o Exodus atravessou problemas com sua gravadora na época (Century Media), com desentendimentos sobre como eles promoveram o disco. Ainda houve problemas sobre o vídeo do show, gravado porém nunca lançado. A banda entrou em hiato até 2001, quando se reuniu novamente para tocar em um evento beneficente chamado Thrash Of The Titans (evento organizado para angariar fundos para o câncer de Cuck Billy, vocalista do Testament, e também pelo câncer de Chuck Schuldiner, do Death). Parecia que a banda iria voltar à ativa com Baloff e finalmente lançar um novo álbum de estúdio. Nada disso… Em 2002, um ataque repentino deixou o vocalista em coma, e sua família acabou optando por desligar os aparelhos - ele tinha 41 anos quando faleceu.

Ingresso do show do Exodus no Garage, Rio de Janeiro, em 1998, ainda com Paul Baloff nos vocais
Gary Holt não deixou a peteca cair e lutou para lançar o novo álbum de estúdio. Se livraram da gravadora anterior, tão problemática com a banda, e migraram para a Nuclear Blast (lá estão até hoje - sábia decisão…). Para os vocais, o retorno de Steve Souza, que já tinha gravado álbuns com eles desde 1986. Pronto - com tudo definido, a banda entrou em estúdio para finalmente gravar o novo álbum. Escolheram o produtor Andy Sneap (guitarrista do Sabbat, já produziu inúmeras bandas como Accept, Saxon, Testament e Carcass), que já tinha trabalhado com a banda como engenheiro e mixador do citado disco ao vivo da banda, de 1997. As gravações ocorreram no estúdio Tsunami Recordings, na Califórnia.

O álbum possui aqueles elementos marcantes de todo grande disco de thrash: riffs arregaçantes que te deixam caído e também riffs cadenciados para te fazer bater cabeça sem parar, cortesia de Gary Holt e Rick Hunolt, uma das duplas de guitarristas que mais cospe riffs no thrash metal; peso da melhor qualidade, muito bem sustentado pela cozinha da banda formada por Tom Hunting e Jack Gibson; solos supersônicos em alta rotação, novamente a dupla de guitarristas ganhando créditos; e vocais rasgados e muitas vezes gritados até arranhar a garganta, cortesia de Steve Souza, aqui em uma de suas melhores performances. Esqueça temas lentos ou baladas, você não os vai encontrar aqui, somente muito peso e velocidade, aliados a uma técnica precisa dos músicos. A banda escolheu as canções “War Is My Sheppard” e “Throwing Down” para promoção com vídeo-clipes, e são músicas que mostram bem a força do álbum, mas não são as melhores. “Blacklist” e sua levada com peso cadenciado funciona melhor e é presença constante nos shows da banda até hoje; “Scar Spangled Banner” e “Impaler” tem riffs rasgados mais fortes e marcantes e não deixam pedra sob pedra, te obrigando a agitar sozinho no meio da sala (vale lembrar que “Impaler” é uma composição dos velhos tempos da banda, quando Kirk Hammett ainda era o guitarrista). Na verdade, não importa a canção escolhida, o álbum tem muita coesão e a qualidade é uniforme do início ao fim. Considerando toda a discografia da banda, este álbum com certeza tem lugar entre os cinco melhores, junto com outros clássicos como “Bonded By Blood”, “Pleasures Of The Flesh” e “Fabulous Disaster”.

Quando lançado, o disco não chegou a entrar na parada norte-americana, o que não é nenhuma surpresa: na época, a banda estava muito desacreditada e começava a se refazer da perda de seu vocalista original. Ainda seria um longo caminho a percorrer: já no ano seguinte (2005), o Exodus sofreria grandes modificações, com as saídas de Steve Souza, Tom Hunting e Rick Hunolt. Sobre esta história, entretanto, a gente fala em outro post…

Relação das músicas:
1 - “Scar Spangled Banner”
2 - “War Is My Sheppard”
3 - “Blacklist”
4 - “Shroud Of Urine”
5 - “Forward March”
6 - “Culling The Herd”
7 - “Sealed With A Fist”
8 - “Throwing Down”
9 - “Impaler”
10 - “Tempo Of The Damned”

Alguns vídeos:
“War Is My Sheppard”:


“Throwing Down”:

“Impaler”:

Grande abraço rock and roll, amigos - até a próxima resenha!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...