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segunda-feira, 8 de março de 2010

C de Camisa de Vênus, Capital Inicial, Celso Blues Boy, Cássia Eller

A letra C tem algumas bandas internacionais em meus CDs, mas o rock nacional marca presença importantíssima. Alguns nomes do rock oitentista: os baianos do Camisa de Vênus (isso sim é música baiana!), os brasilienses do Capital Inicial e o grande vascaíno Celso Blues Boy. E Cássia Eller, de quem todos sentem saudades...

O Camisa de Vênus é uma banda que gosto muito... e só tenho um cd. É o famoso disco ao vivo, "Viva", que eu tenho praticamente desde o lançamento, com minha fitinha cassete (coisa de velho mesmo...). O disco é um dos mais importantes, mas a gravadora fez o favor de lançar ele com faixas faltando e fora de ordem. Nem as bonus tracks compensaram a cagada feita. E ainda falta relançar os primeiros discos da banda !!

O Capital Inicial é daquelas bandas que tenho diversos discos (quase todos). É uma banda que gosto desde o seu começo, sempre tentei ir aos shows (desde o memorável show no Maracanazinho até um recente no Vivo Rio. Até em São Lourenço-MG eu já vi show deles!). Tem uns discos que eu tenho que mal escuto deles, tipo o terceiro trabalho ("Você Não Precisa Entender", ninguém entendeu e escutou mesmo...). Já outros são fundamentais, o primeiro disco é desses. Também, o primeiro disco tem 3 composições do Renato Russo, já explica parte da qualidade. Depois que voltou, o Capital lançou muito material novo, geralmente com boa qualidade. Sinto falta do Loro Jones na guitarra, mas o Passarelli segura a barra legal. O Dinho tem que parar de bancar o garotão, tá ficando velho, não tem jeito. Dos discos mais recentes, gosto mais do "Rosas e Vinho Tinto" e do "Gigante!".

O Celso Blues Boy é pioneiro do blues no Brasil. Celso fez muita coisa boa nos anos 80 e começo dos anos 90, época do auge de seu sucesso. Tanto sucesso que ele tocava quase todo final de semana no Circo Voador (bons tempos...). Esse sucesso culminou com um disco ao vivo excelente. Foi meu primeiro cd do "garoto" do blues. Uma coletânea dupla caça-níqueis (iniciativa da gravadora, não do Celso, claro. Incrível como os discos antigos são ignorados e nunca lançados. O Charles Gavin, agora que saiu dos Titãs e deve estar com mais tempo sobrando tinha que lembrar destes discos também...) foi a aquisição seguinte. Já no fim dos anos 90, quando Celso andava bem esquecido, ele tocou na Lona Cultural de Vista Alegre, para promover o cd "Vagabundo Errante". Foi quando adquiri este cd e também um autógrafo bacana dele, após um showzão. Depois nem sei se ele lançou outros álbuns. Os artistas nem estão mais se interessando em lançar música, tamanha a pirataria, a exploração das gravadoras e as baixas vendas.

Elogiar Cássia Eller é chover no molhado. Dona de uma voz bonita e encorpada, ela se juntou aos melhores compositores para compor para ela (Nando Reis, Frejat, Renato Russo, Arnaldo Antunes, só fera!), ou então pegou as músicas e lhes deu uma interpretação soberba. E não foi só no rock, foi no samba, na MPB, até no grunge, sua versão para "Smells Like Teen Spirit" é demais. Morreu estupidamente, desnecessariamente, demasiadamente cedo. Saudades dela são inevitáveis. Tenho o disco "O Marginal", que no final tem interpretações magníficas de músicas do Hendrix; o acústico é outro registro ótimo, com os grandes sucessos, versões de Mutantes e Beatles. Ela bebia na fonte de grandes nomes, como tinha bom gosto ! Pra completar, mais uma coletânea caça-níqueis (da Cássia, surgiram dezenas após sua morte... lançar os discos mesmo, a gravadora safada não faz...).

No próximo post, as bandas internacionais da letra C: Cannibal Corpse, Carcass, Chris Cornell, Coal Chamber, Concrete Blonde, Coverdale & Page, Cream, Creedence Clearwater Revival, Cro-Mags.

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